quinta-feira, 16 de junho de 2011

Paulista do Vale reúne 700 anciãos para estudar o Reavivamento e Reforma

Com o tema “Reavivamento e Reforma”, cerca de 700 anciãos, diretores e diretoras de grupo das 245 congregações situadas na região administrada pela Igreja no Vale do Paraíba se reuniram de 21 a 23 de janeiro na “Estância Árvore da Vida”, em Sumaré, com o principal objetivo de criar um ambiente espiritual inspirador e motivador para nossa igreja do Vale.

Assuntos importantes foram estudados em pequenos grupos e seminários, com o objetivo de criar uma consciência para o tempo em que estamos vivendo e a necessidade de um preparo maior e melhor para a terminação da obra de Cristo nesta terra. O documento “Apelo Urgente por Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo”, foi estudado e discutido em pequenos grupos. Após estudo e muita oração, todos os participantes fizeram publicamente, em uma só voz, o compromisso de viver diariamente sob a influência do Espírito Santo.

Pastor Edison Choque, Missão Global da IASD para a América do Sul, em seu sermão da manhã do sábado apelou a todos para entregar a vida a Deus e buscar d’Ele a garantia necessária para realizar a Missão.

O Pastor Ronaldo de Oliveira, presidente da Paulista do Vale, deixou claro que “A base de toda reforma é o Reavivamento; aliás, quando os dois não correm juntos, teremos prejuízo para o Reino de Deus. Aqui pudemos ver que espiritualidade funciona mesmo. Ela vem primeiro e as demais coisas são acrescentadas com menor esforço”.

Cinco aulas foram apresentadas para elucidar e confirmar o propósito de Deus para sua igreja: JN Andrews e a Primeira Igreja, com o pastor Edison Choque; Liderança Cristã, apresentada pelo pastor Domingos José de Sousa; Reavivamento e Reforma no Contexto da Chuva Serôdia, tema do Pr. Edilson Valiante e por fim as “Características de Igrejas Saudáveis”, seminário de crescimento de igreja apresentado pelo pastor Berndit Wolter, do UNASP. clique aqui para baixar os arquivos

O presidente da Igreja Adventista para o estado de São Paulo, Pr. Domingos, deu ênfase sobre o plantio de igrejas. Ocasião em que mencionou a entrega de quarenta maquetes à Paulista do Vale, uma para cada um dos trinta e nove distritos pastorais e uma para Associação Paulista do Vale.

O Ministerial dos pastores para o Vale do Paraíba e organizador do evento, pastor Luiz Sena, mencionou: “De alto nível espiritual e interativo este encontro concedeu aos participantes a motivação para o crescimento espiritual sendo agentes da esperança em meio à comunidade e a própria igreja. O entusiasmo e a gratidão dos anciãos e diretores de grupo ao final do Concílio revelou também um sincero desejo do verdadeiro reavivamento e reforma na própria vida”, afirmou.

A oração foi, sem dúvida, o ponto alto do programa. O “Mover da Oração” trouxe aos participantes, nas reuniões e nos momentos livres, um sentido claro da presença de Deus para abençoar a todos e também as ações planejadas para 2011.

Para o ancião Paulo César Nunes, que exerce a atividade na igreja do Monte Carmelo – distrito de Bela Vista em Guarulhos, “o evento foi um banquete espiritual oferecido ao nosso grupo de anciãos que saiu fortalecido, entusiasmado e pronto para o trabalho em prol da causa do Senhor. Desejamos que os objetivos e metas lançados possam ser alcançados para honrar e abreviar a volta de nosso Salvador Jesus Cristo”.

É Tempo de Reavivamento e Reforma – Pr.Otimar Gonçalves

Eu creio que estamos no limiar da crise dos séculos. Como povo de Deus, devemos nos preparar individualmente e também preparar um povo especial para encontrar Jesus que, no meu entender, está às portas. Temos reservado tempo para Deus? Temos sido fiéis a Deus em cada aspecto da nossa vida?

Filhos e filhas de Deus do Estado de Alagoas, estamos vivendo em tempo emprestado pelo Senhor do tempo! A impiedade se alastra no mundo inteiro e em especial em nosso país, pois, acabamos de sair, ou melhor, ver a chamada festa da carne – o carnaval. Ainda bem que tivemos lindos retiros espirituais para os nossos jovens.

Precisamos de uma ‘porção dobrada’ do Espírito Santo de Deus em nossa vida, é tempo de consagração, é hora de oração, precisamos ler mais a Bíblia Sagrada e o Espírito de Profecia. Acabo de ler na Internet sobre um tsunami e um terremoto na Ásia. A natureza está doente, a terra está dando o ‘troco’; ‘a terra está contaminada por causa dos seus moradores’. (Isa 24:1,5)

Leiamos com atenção e reverência, o que diz a profetisa do Senhor em relação aos terremotos e inundações:

“Foi-me mostrado que existe em nosso mundo um terrível estado de coisas. O anjo da misericórdia está dobrando as asas, prestes a partir. A lei de Deus é invalidada. Vemos e ouvimos de confusão e perplexidade, privação e fome, terremotos e inundações; terríveis atrocidades serão cometidas por homens; a paixão, não a razão, exerce o domínio…

…A ira de Deus incide sobre os habitantes do mundo, que rapidamente se estão tornando tão corruptos como eram os habitantes de Sodoma e Gomorra. Incêndios e inundações já estão destruindo milhares de vidas e as propriedades que têm sido acumuladas egoistamente pela opressão dos pobres. O Senhor logo abreviará a Sua obra e porá fim ao pecado. Oh! que as cenas que me foram apresentadas das iniqüidades praticadas nestes últimos dias, possam causar profunda impressão na mente do professo povo de Deus!” Maranata o Senhor Vem – MM – 1977, pág. 135

Deus está procurando um povo fiel e obediente (Salmo 101:6).

Deus ainda está exercitando a sua imensa misericórdia. Até quando? Não sabemos. Pois, um dia, tudo isso acabará. O caminho mais seguro é o da obediência à santa e imutável Lei de Deus. Oremos pela ‘porção dobrada’ em nossa família, para que sejamos fiéis em dobro.

“Quatro poderosos anjos ainda estão segurando os quatro ventos da Terra. É proibida a vinda de uma destruição terrível e completa. Os acidentes por terra e por mar; a perda de vidas, constantemente aumentando, por furacão, tempestade, desastre de estradas de ferro e guerras; as tremendas inundações, os terremotos, e os ventos serão o despertar das nações para uma luta mortal, ao passo que os anjos seguram os quatro ventos, proibindo que o terrível poder de Satanás seja exercido em sua fúria, até que os servos de Deus sejam selados em suas testas. Review and Herald, 7 de junho de 1887.” Minha Consagração Hoje – MM – 1989, pág.308

Passou da hora de evangelizarmos o nosso Estado de Alagoas, pois, o adventismo tem mais de seis décadas em Alagoas. O que vamos fazer? O que você vai fazer para nos ajudar a evangelizar o Estado de Alagoas?

Não se esqueça de que nós ainda temos 29 cidades sem a presença adventista no Estado de Alagoas. E no final desse ano de 2011 nós queremos abrir 5 novos distritos pastorais. Deus precisa de um povo fiel e focado na pregação. Deus necessita de adventistas comprometidos com a missão final da igreja.

Um abraço a + de Mil,

Feliz semana abençoada!

Pr.Otimar Gonçalves
Presidente MisAL

Entrevista – Pr. Rodrigo Silva – Reavivamento e Reforma

Rodrigo P. Silva é doutor em Novo Testamento pela Pontifícia Faculdade Nossa Senhora de Assunção (SP), especialista em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém e fez estudos de pós-doutorado em arqueologia pela Andrews University, nos Estados Unidos. É professor de Arqueologia e Teologia Bíblica na Faculdade de Teologia do UNASP.

1 – Qual sua impressão pessoal sobre a iniciativa do Pr Ted Wilson em direcionar a igreja mundial para os temas Reavivamento e Reforma?

Muito positiva. Mas, por mais óbvia ou politicamente correta que pareça ser minha resposta, devo acentuar que ela é verdadeira. Hoje, vivemos num tempo em que, de um modo geral, as pessoas (especialmente as de espírito pós-moderno) tendem a se opor, ou pelo menos desconfiar de tudo que parta dos líderes. Isso ocorre até mesmo fora da Igreja. Perceba que, se um gerente chega para um grupo de funcionários de uma empresa e diz: “Atenção pessoal! Hoje, às 16:00h, a diretoria convocará a todos para apresentar algumas mudanças em nosso setor!” Dificilmente haverá um clima de boa expectativa. A maioria, senão todos, pensará que se trata de um corte de funcionários, de um aumento das exigências ou de um atraso dos salários. Ninguém pensa que pode ser coisa boa. Afinal, “pode vir algo de bom da administração?”. Esse mesmo pessimismo invade nosso meio – felizmente não em todos. Alguns dentre nós, no entanto, têm por tendência desconfiar de qualquer plano que venha de cima, por mais espiritual que seja. A própria lenda urbana de que os membros terminarão a obra sem nenhuma intervenção dos pastores é um indício desse sentimento. Não creio que deva ser assim. Se um líder não faz nada, pessoas de mentalidade dissidente afirmam que ele não está cumprindo seu papel pastoral. Se faz, desconfiam que é por razões políticas, nunca espirituais. Tem gente que nunca está satisfeita com nada, sempre encontra algo para reclamar. Ora, não ignoro que as falhas existam, mas naquilo que é bom devemos apoiar nossos líderes, principalmente quando o programa que sugerem está totalmente de acordo com as recomendações da Bíblia e do Espírito de Profecia. Não creio que um projeto como este deixe de ser espiritual apenas porque veio de modo oficial e não como um movimento anônimo, não planejado de um grupo de leigos orando por reavivamento e poder. Louvo a Deus por poder testemunhar essa iniciativa como a primeira atitude administrativa do Pr. Wilson assim que foi eleito em Atlanta. Eu estava lá e vi seu sermão no sábado, foi algo realmente impressionante.

2 – Lideres adventistas anteriores também tentaram promover o Reavivamento e a Reforma da igreja no passado. Existe algo no presente que pode servir de diferencial?

Provavelmente não! Mas, se olharmos com cuidado algumas passagens bíblicas acerca do recebimento do Espírito Santo (e também alguns textos de Ellen White), veremos que a ordem divina era para um “contínuo” de busca pelo reavivamento. Algo que a igreja nunca deveria ter interrompido desde que Cristo ascendeu aos céus. Aliás, foram as interrupções que trouxeram apostasias e esfriamento da fé, senão Cristo já teria voltado. Portanto, não creio que devamos buscar uma “novidade escatológica” no programa para nos envolvermos mais seriamente com ele. Devemos lembrar que reforma e reavivamento (como a própria etimologia sugere) não significa trazer algo novo, inédito, que nunca aconteceu, mas antes “resgatar” um passado importante que, por alguma razão, se perdeu. Como crente, meu mais profundo desejo é que o Senhor volte logo e que esse seja o movimento final para vermos Cristo nas nuvens do céu. Contudo, se a despeito deste esforço coletivo da IASD, o Senhor ainda demorar mais 100 anos, não creio que erramos ou perdemos nosso tempo. Afinal, o papel da Igreja é estar continuamente buscando a presença e o poder do Espírito Santo de Deus. Infelizmente, criamos um falso conceito de que a condição imediata da Volta de Cristo sugere maior busca do Espírito por parte do crente. Não creio que deva ser assim. Não creio que Lutero tivesse menos necessidade do Espírito Santo apenas porque viveu, no mínimo, 500 anos mais distante do advento do que nós. É claro que o tempo do fim traz consigo demandas nunca antes experimentadas, mas o dever e a necessidade de se buscar o Poder do alto é uma constante em qualquer ponto que estejamos da história da Igreja de Deus. Uma pergunta que cada um de nós deveria se fazer é a seguinte: se eu soubesse que a volta de Cristo seria em uma semana, buscaria mais a presença de Deus do que se soubesse que seria daqui a mil anos? Essa é uma pergunta séria que nos leva à reflexão. Quero a Cristo em minha vida porque o amo, ou porque temo a brevidade de sua vinda?

3 – Estes assuntos são geralmente circundados de muita polêmica. Que dica você daria a um irmão leigo para que ele tenha em sua vida o verdadeiro reavivamento e a verdadeira reforma e não seja enganado por ventos de doutrinas?

Essa é uma boa pergunta. Note que ninguém falsifica uma nota de 15 reais. Uma pessoa pode até “inventar” uma nota dessas, mas nunca falsificar. Pois só se falsifica o que existe. Ademais, a principal característica do falso é a semelhança com o verdadeiro. E como reconhecer a fraude? Como distinguir um do outro? Só há um meio: conhecendo e convivendo intimamente com o verdadeiro. Deixe-me ilustrar: uma pessoa que nunca usou um tênis legítimo da Nike, um perfume francês ou um relógio Rolex, pode ir a uma banca de camelô e comprar uma imitação barata de qualquer destes produtos sem experimentar qualquer desconforto ou desagrado com a mercadoria adquirida (pelo menos no começo antes que comessem a dar defeitos). Agora, se um empresário rico, acostumado com requinte e a sofisticação for presenteado com qualquer desses produtos falsos, só de olhar ou experimentar ele notará que há algo errado. O cheiro do perfume pode até ser parecido, mas não é o mesmo que ele sentiu em Paris e o tênis e o relógio não têm jamais o conforto e o design dos originais. Cinco minutos, ou menos, são o suficiente para ele perceber que se trata de pirataria barata. A ilustração pode até parecer esnobe, mas não é. Considerando que a dádiva do Espírito de Deus é uma riqueza para o que a recebe, quem está acostumado a uma comunhão diária e pessoal com Deus é rico do poder de Cristo, logo, vai imediatamente sentir o mal gosto da farsa assim que ela se manifestar. É uma questão de feeling e bom gosto espiritual. Por isso, entendo com base na Bíblia que o discernimento no fim não virá por acúmulo de conhecimento teológico, por cultura formal, muito menos por tempo de convivência na igreja ou experiência de vida. Virá por comunhão íntima e pessoal com o Senhor. Muitos podem imitar com perfeição a voz rouca do ex-presidente Lula, mas a Dona Marisa certamente saberia distinguir a imitação do original. Jesus também falou que as suas ovelhas reconhecem a voz do bom pastor e o seguem, porque convivem com ele. São estes os “eleitos” e o Senhor jamais permitirá que o Diabo os engane.

4 – Um dos grandes problemas que circundam os temas Reavivamento e Reforma, são as desavenças entre irmãos que supostamente abraçam a mensagem e irmãos que supostamente não dão ouvidos a ela. Se eu entendo que aceitei a mensagem e tenho buscado profundamente a renovação de Deus para minha vida espiritual, qual a melhor forma de fazer com que outros tenham experiência semelhante e sejamos finalmente reavivados individualmente e como povo?

Aqui temos que distinguir algumas coisas. Primeiro, o grau de maturidade na fé que cada um vai adquirindo ao longo da santificação. Algo que é obvio para mim hoje, não o era quando eu tinha 15 anos. Algo que é óbvio para alguém nascido em São Paulo, não é necessariamente óbvio para alguém que nasceu no Cairo. Quantas vezes chegamos para um ente querido comunicando que descobrimos algo em nossa vida que precisamos urgentemente mudar e nos surpreendemos quando ele(a) nos revela: “Há tempos estou tentando lhe dizer isso, mas você insistia em não entender. Finalmente alguém abriu seus olhos”. Tudo tem seu tempo. Nosso grande problema, para citar K. Jaspers, é que queremos “julgar os outros com nosso código de valores”. Deixemos Deus ser Deus e cuidemos de nossa própria caminhada de maturidade cristã. Em segundo lugar, devemos ter em mente a diferença entre coisas que fazem parte da maturidade cristã (e, portanto, podem ser toleradas) e coisas que são claramente uma afronta ao Senhor. Eu não posso agora, em nome do grau de maturidade de cada um, admitir uma pessoa em adultério para ser oficial da igreja apenas porque, supostamente, ele não atingiu ainda o amadurecimento necessário para evitar aquele comportamento. Não é assim. “A graça, escreveu o teólogo D. Bonhoeffer, é de graça, mas não é barata”. Cuidemos com o mito da graça barata! Mas, para que não haja excessos, deve-se ter bem claro o que é minha opinião particular, meu gosto pessoal ou ainda meu estágio de maturidade cristã e o que é um claro “assim diz o Senhor” que não pode ser violado sem sérias consequências para o indivíduo e para o povo de Deus. Aos que erram, ofereça-se a misericórdia e o apoio fraterno da igreja, mas nunca a conveniência com o mal. Ainda sobre a maturidade cristã, deixe-me dizer que não se trata de uma realidade linear onde membros da igreja, quais carros de corrida, estão emparelhados uns mais à frente e outros na retaguarda. Não se trata disso. Eu posso ser mais maduro espiritualmente que meu irmão no quesito da modéstia cristã e ele ser mais maduro que eu no que diz respeito à Reforma de Saúde. Assim, até mesmo um jovem recém convertido pode, num aspecto mas não noutro, ter alcançado maior maturidade que um ancião de igreja. Quando Cristo voltar, o que importa é que estejamos ininterruptamente caminhando rumo à perfeição e não em que estágio ou velocidade estejamos de nossa caminhada. Uma palavra final quanto às diferenças doutrinárias: devemos ter em mente o que são elementos decisivos de nossa teologia (dos quais não podemos abrir mão, senão em total prejuízo de nossa identidade denominacional) e o que são pontos em aberto onde, dentro da respeitabilidade cristã e o bom senso (para que se evitem especulações descenessárias), irmãos de uma mesma igreja possam apresentar opiniões diferentes sem estarem desunidos. “No essencial”, como disse Agostinho, “devemos ter unidade, no não essencial, diversidade, porém em tudo, caridade!”. O que não podemos é ser um exército que atira em seus próprios soldados (principalmente quando estes estão feridos). Neste sentido, minha própria vida de comunhão com Deus e os frutos desta comunhão poderão ser o melhor incentivo para que meu companheiro de Igreja também busque o reavivamento pelo exemplo que viu em mim. Noutras palavras, a dica é pregar muito, mas falar apenas o essencial. Certa vez, eu li que um grama de meu exemplo vale mais que uma tonelada de meus conselhos e eu concordo com isso.

5 – Que relação existe entre o cumprimento da profecia referente ao Reavivamento e Reforma da igreja, e o cumprimento da profecia, a volta de Jesus?

Talvez essa pergunta tenha a ver com o delicado tema da tardança versus tempo determinado por Deus para juízo final. Acontece que, se atrelarmos demais a volta de Cristo ao Reavivamento, poderemos erroneamente colocar Deus muito dependente da Igreja para cumprir sua promessa. Por outro lado, se separarmos demais os eventos, tiramos toda a necessidade de preparo dos crentes e damos a impressão de que a volta de Cristo é um ato exclusivo de Deus e não a resposta a um anelo universal dos crentes. Não creio que Cristo seja um visitante indesejável que venha sem ser convidado. Para os que se perdem, pode ser assim, mas não para os fiéis. Uma tentativa simples de conciliar a aparente contradição entre “tardança” e “tempo determinado por Deus” seria a seguinte: suponhamos que eu conheça muito bem a estrada que vai de Belo Horizonte para Salvador. Em situação normal, um ônibus gastaria em torno de 23 horas de viagem de um a outro ponto do trajeto. Mas, um amigo meu está indo para lá e eu sei que no dia de sua viagem deslizamentos de terra bloquearam parte da estrada, que o ônibus está com o motor em superaquecimento e que o motorista não é dos mais experimentes. Na metade do caminho ele me liga: “Puxa, já se foram mais de 30 horas e nós ainda não chegamos nem perto de Jequié!”. Eu então lhe revelo que se as condições fossem outras ele já estaria em Salvador passeando pela praia de Itapuã. Veja, eu sei quando ele chegará, pois conheço a estrada, mas também sei quando ele “chegaria” se as condições fossem outras. Assim quando Deus diz que tem claro em sua mente o tempo determinado para a volta de Jesus, é porque ele sabe quando será esse tempo, mas quando diz que poderíamos já estar no céu, é porque sabe que se a igreja tivesse tomado outras atitudes, a viagem seria sensivelmente mais curta. É a diferença entre 40 dias e 40 anos peregrinando com os hebreus pelo deserto! E note que um dos principais, senão o principal elemento que torna nossa viagem mais ou menos demorada é justamente a tomada de decisão pela reforma e o reavivamento. Portanto, vamos fazer nossa parte e deixar os resultados com Deus.

6 – Deixe duas mensagens sobre a importância de participar desta corrente de ação em busca da benção do Santo Espírito. Uma para pastores e lideres, outra para membros leigos.

Para meus amigos de ministério, eu diria que nossa pior desgraça neste momento seria o uso meramente profissional das Escrituras. Não podemos aderir a esse programa apenas como um funcionário adere ao programa administrativo de sua empresa. Não se trata de meta de vendas nem de estratégias para obter mais clientes. É uma busca sincera e honesta por Deus que ultrapassa o simples cumprimento de um programa institucional. Somos obreiros de Cristo, chamados por Deus. Se repetirmos o discurso apenas porque o presidente falou, então não seremos nada além do que garotinhos de recado e creio, sinceramente, que Deus nos chamou para algo mais do que isso. Quanto aos irmãos leigos, deixe-me dizer que, embora existam técnicas acadêmicas que só se aprendem num curso formal de Teologia (exegese, homilética, grego etc.), no que diz respeito à pregação do evangelho e à defesa das verdades bíblicas para o tempo do fim, todos temos o mesmo papel a desempenhar. O famoso acadêmico Karl Barth dizia: “O que é a Teologia senão o crente refletindo sobre sua fé?”. Concordo com ele. Portanto não me sinto de modo algum um “técnico em Deus” (isso seria a pior das blasfêmias). Deixemos de lado qualquer tentação de rivalidade ou desconfiança em relação à obra e colaboremos com esse programa da Conferência Geral. Há pastores que erram, eu sei. Mas também há membros que erram. O que não podemos neste solene momento da história deste mundo é fixarmo-nos no erro ou nos portarmos como um bando de porcos espinhos numa noite de inverno, onde um quer se aconchegar ao outro, mas o espinho de ambos não permite. Sejamos unidos, e que o mundo sinta nesta união o calor do Espírito Santo. Afinal o que significa ser adventistas do sétimo dia? Adventistas = ele está por vir; Do Sétimo Dia = por isso eu serei fiel. Seja esse o nosso lema, o resto é comentário.

Ainda não conhece esse lindo projeto de nossa igreja? Veja agora mesmo o documento oficial, votado pela conferencia geral dos Adventistas do Sétimo dia. Apelo Urgente por Reavivamento, Reforma, Discipulado e Evangelismo.

Apelamos a cada administrador, líder de departamento, obreiro institucional, obreiro da saúde, colportor, capelão, pastor e membro da Igreja a se unir a nós em tornar o reavivamento, a reforma, o discipulado e o evangelismo as prioridades mais urgentes e importantes de nossa vida pessoal e em nossas áreas no ministério. Estamos certos de que, ao buscarmos a Deus juntos, Ele derramará Seu Espírito Santo sem medida, a obra de Deus na Terra será concluída e Jesus virá. Juntamente com o idoso apóstolo João, na Ilha de Patmos, clamamos: “Vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse 22:20).

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

O MOBILIÁRIO DO TEMPLO E SIGNIFICADO

Com a mesma simbologia dos objetos do Tabernáculo, a mobília e os utensílios do grande templo construído por Salomão eram repletos de analogias sagradas

O templo erguido para Deus por Salomão, assim como o que o sucedeu, foram feitos com o intuito de substituir o Tabernáculo. Basicamente, seguiam o mesmo planeamento dado pelo Senhor a Moisés para a grande tenda que acompanhava o povo de Israel pelo deserto. Tinha praticamente a mesma mobília cerimonial básica e quase as mesmas peças, com os mesmos significados.
Veremos aqui alguns dos principais elementos dos templos de Jerusalém e seus respectivos significados:
O altar de sacrifícios – Logo que se entrava no pátio externo do templo, após as muralhas, era encontrado o grande altar em que se sacrificavam os animais ofertados a Deus. Eles eram o símbolo dos pecados e morriam em expiação por eles. Só podiam ser abatidos animais em perfeitas condições, geralmente os melhores entre os melhores dos rebanhos. Queimados, produziam fumaça que subia aos céus como “cheiro suave” ao Senhor (Êxodo 29.25), significando estar o fiel livre dos pecados, o que agradava a Deus.

O “mar de bronze” – Também chamado “mar de fundição” (I Reis 7.23-40), era um grande reservatório de água que ficava ao lado do altar de sacrifícios. Com a mesma simbologia da antiga pia do Tabernáculo, em sua água eram lavados os pecados, com um forte significado de purificação (na forma do sangue e qualquer outro resíduo que ficasse nas mãos e pés dos sacerdotes). O reservatório, redondo, ficava sobre doze bois esculpidos em bronze que, em grupos de três, tinham suas cabeças voltadas para os quatro pontos cardeais. No mar de bronze eram abastecidas dez pias móveis, sobre rodas, que eram espalhadas pelo pátio externo, cinco de cada lado do templo.
As duas colunas – Ao lado do pórtico principal do templo ficavam duas colunas de bronze que iam quase até o teto, nomeadas Jaquin e Boaz por seu realizador, Hirão Abiff, enviado pelo rei de Tiro, seu homónimo, Hirão, com os arquitectos e artífices que trabalhariam na obra do templo (I Reis 7.13-22). Reconhecido artesão do bronze, Abiff teria homenageado os reis David e Salomão com os dois pilares, segundo alguns crentes. Para os judeus, são pilares simbólicos muito importantes para a vida com Deus: Jaquin simbolizando a sabedoria e Boaz a inteligência (ambos atributos de Salomão que o faziam famoso em todo o mundo conhecido da época).

A mesa dos pães – A exemplo da mesa dos pães do Tabernáculo, o grande templo também tinha a sua, na mesma posição, à direita de quem entrava no Lugar Santo. Com doze pães ázimos empilhados em duas colunas de seis, a mesa da proposição simbolizava o alimento que vem de Deus, bem como o alimento espiritual de sua palavra. Hoje sabemos que era um dos vários símbolos alusivos a Jesus Cristo, que se referiu a ele mesmo como sendo o “pão da vida” (João 6.35), mesmo que na época os construtores do templo não soubessem disso.

Os menorás – O menorá, grande candelabro de ouro com sete lâmpadas a óleo, era somente um no Tabernáculo. No grande templo de Salomão, o número aumentou para dez, em duas colunas de cinco ladeando o santo lugar (I Reis 7.49). Além da evidente utilidade de iluminar o ambiente, simbolizava a presença de Deus no local. Além disso, suas lâmpadas eram alimentadas com óleo, simbolizando a unção de Deus sobre nossas vidas. A luz simbolizava também a própria Palavra, a verdadeira iluminação para a vida, orientando o caminho para o Senhor.
Altar de incenso – No altar que ficava no fim do Santo Lugar, o oráculo (I Reis 7.49), eram colocados os incensos, cujos aromas de especiarias e outros perfumes dominavam o cómodo. Uma simbologia bastante forte para as súplicas, que novamente nos levam à figura do cheiro agradável que sobe aos céus em direção ao Senhor. Ali os sacerdotes dirigiam suas súplicas e a de seus fiéis, já que eram como intermediários entre o povo e Deus. Hoje, graças ao sacrifício supremo de Cristo, falamos diretamente ao Pai.


O Véu – Separando o Santo Lugar do Santo dos Santos havia um véu, uma grande cortina com dois querubins bordados que era a única barreira. Somente o sumo-sacerdote entrava por ele para conversar com Deus diretamente. O simbolismo do véu é forte: embora seja um material frágil, a única coisa que impedia outros sacerdotes de entrar ali era o respeito e o temor a Deus. Também era um obstáculo à visão. Os sacerdotes comuns, bem como o povo, ali não entravam. Mas por meio da oração que o sumo-sacerdote levava, todos tinham seu acesso indireto ao pai. Um obstáculo frágil, fácil de ser transposto para chegarmos a Deus, bastando para isso orar (Marcos 15.38).

A Arca da Aliança – A Arca da Aliança, após muitos anos habitando no Tabernáculo, foi depositada no Santo dos Santos do grande templo de Salomão. Objeto sagrado somente tocado pelos sacerdotes e nunca por uma pessoa comum do povo, encerrava outros objetos com imenso significado sagrado: as tábuas dos Dez Mandamentos que Moisés lavrara orientado por Deus (a Palavra), um bocado do maná que foi dado como alimento ao povo no deserto pela primeira vez (a provisão de Deus) e a vara de Arão que florescera (o reconhecimento de Deus da autoridade conferida a alguém). Sobre a Arca estava o Propiciatório, a tampa do grande baú, com duas imagens de querubins voltadas uma para a outra com as asas esticadas. Entre os anjos dourados, o sumo-sacerdote deveria focalizar a presença de Deus, que falava a ele (Êxodo 25.10-22).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Existe falta de B12 para Vegetarianos?

O livro Nutrição orientada, e os remédios da natureza, aborda um assunto muito interessante: a vitamina B12. Muitos pessoas questionam se é preciso tomar suplimentos e se os vegetarianos sofrem com a falta dessa vitamina. Segue alguns trechos do livro que tiram muitas de nossas dúvidas.

"O argumento mais insistente em favor do uso da carne é o de que sem carne o organismo não consegue suficiente vitamina B12, cuja ausência causa enfermidade. Mas não se toma em consideração aí que mesmo os carnívoros podem não aproveitar essa vitamina devido a ausência do ácido fólico, encontrado em pequeníssima quantidade em poucas carnes e nenhuma em outras. Especialmente destituídos dele são as carnes de porco, todos os peixes de couro e os mariscos de toda espécie."

"Doutro lado, o ácido fólico, tão importante para se combinar com a vitamina B12, encontra-se em todas as verduras escuras, nas hortaliças em geral, nas oleaginosas, nos cereais integrais e nas frutas; e isto em porções nunca vistas na carne."

"Mas não termina aí o assunto. O aproveitamento da vitamina B12, além do ácido fólico, se beneficia da metionina, um precioso elemento das proteínas, porém muito pobre em todas as carnes."

"Não há nenhum alimento em que ela esteja melhor representada do que na castanha-do-pará e levedura de cerveja, e depois em todas as novezes e nos cereais integrais. Tenha-se presente que a B12 é um produto de manipulação no organismo. Se a este fornecemos os elementos acima referidos e evitamos as destruições causadas pelas fermentações e consequentes putrefações, os intestinos fabricarão toda B12 de que necessitamos para nossa despesa."

"Assim, não há razão de colocar a carne como prioritária na consecução da vitamina B12 visto como esta pode ser conseguida por transformação através de outros elementos, pobres na carne.
Em outras palavras, o vegetariano bem informado, que coma abundância de frutas, nozes, cereais integrais e hortaliças em estado natural, e não descuide de sua quota de proteínas completas de fonte vegetal, não precisa preocupar-se com o problema da B12."

"Demais, temos sempre recomendado que a mudança do regime seja gradual: Do cárneo para ovo-lacto-vegetariano, e mais tarde para o lacto-vegetariano, antes de passar estritamente para o vegetariano. Não porque seja impossível a transição completa de uma vez; mas porque o regime vegetariano exige conhecimento e certa adaptação, e, sobretudo, providências para a aquisição de todos os alimentos novos que vão fazer parte do novo regime. Este tem sido o maior problema do vegetariano: Encontrar os alimentos ricos para substituírem a carne."

"Entretanto, dizer que a carne é indispensável, é estar mal informado. Conheço pessoas que nunca comeram carne e não gostam de leite, e estão vivas até hoje. Tenho um amigo que conheço desde os 12 anos de idade, hoje, médico aposentado; ele nunca provou a carne nem ao menos para saber o gosto. E aos 70 anos de idade ainda tem as faces tão rosadas como quando o conheci em criança; e nunca ficou doente!"

Livro: Nutrição orientada, e os remédios da natureza.
Autor: Durval Stockler de Lima

quarta-feira, 30 de junho de 2010

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As preocupantes implicações do uso dos tambores/bateria na adoração a Deus

Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.
I Corintios 14:40

A igreja de Corinto estava vivendo um conturbado momento na adoração por falta de ordem e reverência no culto a Deus. O emocionalismo e o exibicionismo estavam invadindo os cultos de adoração; o apóstolo Paulo, sentindo a necessidade de organização e sistematização no culto ao Deus verdadeiro, disse de forma consistente e lacônica: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.” É interessante frisarmos que a palavra ‘decência’ no original grego: Euschemonos, quer dizer apropriadamente e decentemente; já a palavra ‘ordem’ no grego: Taxis, significa: Justa, correta, ordenada e condição ordenada.

Penso que devemos ter bastante cuidado na nossa adoração, afim de que tenhamos um equilíbrio em a razão e a emoção. Trabalhemos arduamente para termos um culto Cristocêntrico, onde o nosso Deus seja adorado ‘na beleza da Sua santidade’.

Cuidado com o excesso de emocionalismo e sentimentalismo na música

Infelizmente estamos presenciado uma nova ‘onda’ ou um novo modismo de sentimentalismo e emocionalismo adentrando as nossas igrejas via ministério da música, essa tendência está vindo como resultado de alguns músicos e cantores nossos copiarem modelos de cantores e músicos americanos; outro fator eu diria que é puramente comercial, ou seja, a vontade de fazer que com os nossos produtos fonográficos cheguem para o público evangélico em geral, e em especial as igrejas do ramo neo-pentecostal.

Há ainda outros fatores preocupantes, é o uso exagerado de alguns métodos ou ‘recursos’ gestuais na hora da adoração, são eles: O artifício de levantar as mãos, bater palmas, cantar de olhos fechados e o uso de instrumentos musicais que tendem a ‘mexer’ conosco da nossa cintura para baixo – por exemplo; a bateria/tambores seja ela acústica ou elétrica, e também o uso exagerado da guitarra.

O que percebemos é que a maioria das igrejas evangélicas, em especial as do ramo neo-pentecostal que fazem o uso contínuo da bateria/tambores tem como resultado as seguintes atitudes físicas na hora da adoração musical: Começam cantando de olhos fechados, em seguida levam as mãos, dependendo do ritmo da música começam a bater palmas, logo em seguida vêm pequenos gestos de danças e o último resultado – a iniciação do falar em línguas estranhas. Perceba que a percussão vem acompanhada de um ‘pacote’ de atitudes gestuais na hora da adoração a Deus no momento da música, tornando assim, a nossa adoração, digamos, muito inclinada para o antropocentrismo.

Atitudes gestuais na hora da música

O ato de levantar as mãos é uma atitude bíblica de busca e de contrição espiritual (Sal. 134:2; 141:2, 143:6); o que nós não podemos é cantar sempre com as mãos levantadas e muito menos induzir as pessoas a levantarem as mãos se elas não se sentem a vontade para praticar tal atitude. A perfeita adoração a Deus tem que ser natural e sem constrangimentos. Falando ainda em gestos na hora da adoração a Deus, muitos perguntam e o bater palmas?

O ato de bater palmas

Concernente o bater palmas (Sal. 47:1); creio que essa atitude depende em primeiro lugar do local onde nós estamos adorando ou celebrando, não creio que a nossa igreja seja um local apropriado para batermos palmas; e em segundo lugar depende da cultura do país onde estamos celebrando ou adorando; na nossa cultura adventista brasileira não temos as palmas como parte da adoração a Deus, é bem verdade que se for num auditório e não numa igreja nossa, às vezes é apropriado aplaudir não a pessoa, mas, devemos aplaudir o doador do dom ou do talento – Deus. Nossas palmas podem ser apropriadas em um ambiente adequado e devem sempre ser acompanhadas de um sonoro e forte: Louvado seja Deus!

Cuidado com os aplausos e os louvores humanos

Nós nunca deveríamos adorar a Deus com a intenção carnal de buscar os louvores e os aplausos dos homens, essa atitude não glorifica a Deus; e muito menos nos eleva espiritual, preocupa-me quando vejo um pregador ou cantor ‘fazendo’ media com a igreja ou com o auditório com essa intenção; a nossa ‘media’ tem que ser com Deus e para Deus.

“Nosso objetivo ao trabalhar para o Mestre deve ser que Seu nome seja glorificado na conversão de pecadores. Os que labutam para obter aplausos não são aprovados por Deus. O Senhor espera que Seus servos trabalhem impelidos por um motivo diferente.” Este Dia Com Deus – MM – 1980, 6 de Agosto, Pág.225.

O aplauso humano é enganador e fugaz; você que é uma “estrela” de Jesus tome todo o cuidado possível, pois, quando as palmas e os aplausos vierem; diga sempre: Louvado seja o nome de Jesus, ainda que o seu coração diga outra coisa diferente; falando em coração, cuidado ele pode lhe trair, relembre comigo o que disse Jeremias:

Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jer. 17:9). Não se engane Deus sabe os motivos e as razões pessoais que nos levam a querer receber os aplausos humanos:

“Muitos recebem aplausos por virtudes que não possuem. O Perscrutador dos corações pesa os motivos, e muitas vezes ações altamente louvadas por homens são por Ele registradas como partindo de egoísmo e baixa hipocrisia. Cada ato de nossa vida, seja excelente e digno de louvor ou merecedor de censura, é julgado pelo Perscrutador dos corações segundo os motivos que o determinaram.” Beneficência Social, Pág. 315.

O exemplo clássico a ser seguido em matéria de aplausos e de buscar para si os holofotes humanos é o de Jesus – O nosso Salvador, veja qual era a Sua atitude:

“Jesus era um silencioso e abnegado obreiro. Não buscava fama, riquezas, ou aplausos; nem consultava a própria comodidade e prazer.” O Cuidado de Deus – MM – 1995, 12 de Maio, Pág.146. Todavia, os nossos desafios em matéria de adoração não param por aí, penso que adoração é solenidade, reverência e concentração, cuidemos com os ‘ruídos’ na hora da adoração.

Cantar de olhos fechados ajuda?

Quanto ao ato de cantar de olhos fechados, isso é muito pessoal e também depende do ambiente onde estamos adorando, se você acha que essa atitude física aumenta o seu nível de concentração e de entrega a Deus, então o faça, e que Deus lhe abençoe e que você seja enriquecido pelo céu.

Agora não se esqueça de que os olhos abertos comunicam muito na hora da adoração, seja na pregação ou na música. Os adoradores precisam ‘ver’ e ‘ler’ a mensagem pregada ou cantada em seus olhos. Os chineses dizem que ‘os olhos são as janelas da alma’.

Entretanto, o que me preocupa é alguns cantam de olhos fechados e ainda ‘gemendo’, a quem esse tipo de atitude física ajuda? Que Deus nos dê sabedoria em cada momento da adoração pregada ou cantada. Tudo na adoração é para glória de Jesus (I Cor. 10:31). “... Fazei tudo para a glória de Deus.” Quando a adoração é centralizada no ser humano e ‘suas’ capacidades, ela é vazia destituída de poder. E a bateria, ela ajuda ou atrapalha na adoração ao Deus verdadeiro?

E a Bateria/Tambores devem ter lugar na nossa adoração a Deus?

Passemos então a estudar um pouquinho às preocupantes implicações do uso da bateria/tambores na adoração a Deus através da música, nós podemos usar a bateria em nosso louvor, todavia, isso tem um preço muito alto. Agora, pior do isso, tem sérias implicações negativas, vou enumerar algumas delas:

01 » A BATERIA/TAMBORES E A MÚSICA ROCK

Hoje estudando o assunto dos tambores na Bíblia e na Internet aprendi um neologismo “Baal-Teria”. A bateria foi inventada no começo dos anos de 1900, dentro do jazz americano bastante executado pelas bandas de rua de New Orleans – EUA; já no Brasil dizem que foi Luciano Perrone o criador da bateria no Rio de Janeiro na época do cinema mudo. O fato é que esse instrumento tem trazido discussões e divisões para dentro da nossa igreja. O que vamos fazer? Lembra, que eu falei de preço...?

É impressionante como a bateria/tambores está para a música rock, com o mar está para peixes. Por quê? É para tornar as massas dançantes, agitadas, pouco reflexivas, normalmente a música rock tem uma mensagem para passar para os jovens, o que também pode ser chamado de produto para ‘vender’. O Rock induz a juventude a comprar esse ‘produto’, dentro de contexto musical.

Conversando sobre a bateria, com um amigo meu aqui de Brasília que é músico, ele me dizia: “Quem tem a bateria domina”, “A bateria vende a mensagem” e por último ele me disse: “A bateria coloca o ‘adorador’ a mercê da banda”. Evidentemente que há outros instrumentos que também têm essa capacidade indutiva, entre eles a guitarra por exemplo, porém, a bateria seria o instrumento indutor número um.

Percebemos que de um modo geral a massa jovem num determinado momento da sua “adoração” rock, entra como que em êxtase ou transe, e os resultados você já sabe: Bebidas alcoólicas, drogas, sexo livre com o ‘tempero’ da rebeldia. O rock e as suas músicas são uma estratégia muito eficaz de Satanás para dominar e destruir a juventude. Os nossos cultos não podem perder a solenidade.

“Numa reunião religiosa, o ato de cantar é tanto uma adoração a Deus como o ato de pregar, e qualquer excentricidade ou traço de caráter esquisito chama a atenção das pessoas e destrói a séria e solene impressão que deve ser o resultado da música sacra. Qualquer coisa estranha e excêntrica no canto diminui a seriedade e o caráter sagrado do culto.”

02 » OS TAMBORES ESTÃO INTIMAMENTE ASSOCIADOS COM OS RITUAIS DE CANDOMBLÉ E UMBANDA

Eu não tive o privilégio de nascer em um lar adventista, embora me considere adventista de berço, porque quando minha mãe aceitou a Jesus eu tinha quatro ou cinco anos de idade, e minha mãe era uma assídua freqüentadora de terreiros de macumba e candomblé, e às vezes me levava nessas reuniões “espirituais”, sempre acompanhadas de muito misticismo e muitas danças.

Eu te pergunto: Sabe que instrumentos eram usados para chamar as entidades do mundo obscuro? Se a sua resposta for tambores, então você acertou em cheio. Por que os terreiros usam os tambores para atrair Satanás e seus anjos caídos? Será que poderia ser qualquer instrumento, ou tem que ser os tambores?

“Ele, [tambor] é por sua vez, um instrumento de correspondência, isto é, de comunicação entre o homem e os seres misteriosos que governam a natureza.” Cristãos em busca de êxtase. Pág. 25.

O tambor é capaz de estabelecer contatos com os espíritos dos deuses, com as almas dos ancestrais, com os mortos e com os animais míticos. Portanto, qual é o objetivo dos tambores no submundo ‘espiritual’? É para entrarem em êxtase, em transe, há muitas danças e ritos nos centros de umbanda e candomblé, até que a pessoa cai no chão completamente fora de si, e conseqüentemente dentro das mãos de Satanás.

03 » OS TAMBORES E A DANÇA NA LITERATURA BÍBLICA

Depois de fazer um breve estudo sobre os ‘tambores e pandeiros’ na Bíblia, descobri que a palavra ‘tambor, tamboril’ ocorre quatorze vezes em toda a Bíblia, um detalhe curioso é que todas as ocorrências só ocorrem no Velho Testamento, onde a adoração estava sendo moldada por Deus.

Também descobri que normalmente os tambores, pandeiros e danças andam juntos, correlacionados em especial com as mulheres. Não tenho a pretensão de esgotar o tema, até por que daria uma tese muito interessante. Todavia vou enumerar algumas ocasiões em que o tambor e a dança estão conectados ou associados; evidentemente que o fato de estarem registrados na Bíblia não significa necessariamente que o ato ou atitude foi aprovada por Deus.

Possivelmente Labão o sogro de Jacó tenha sido a primeira pessoa na Bíblia a usar tambores (Gen. 31:27). Pergunto: Quem era Labão? E quais eram os seus costumes e tradições espirituais? Creio que você já tem a resposta.

Creio que Miriã a irmã de Moisés e um grupo de mulheres foram as primeiras mulheres na Bíblia a usarem os tamborins e a dançar, (Exo.15:20). Outro exemplo do uso combinado de tambor e dança é o da filha de Jefté, (Jui. 11:34). Outro exemplo bastante conhecido é o caso daquele grupo de mulheres que estavam cantando após a festejada vitória de Davi sobre os filisteus, (I Sam. 18:6).

Depois de estudar esses textos sou levado a crer, que após grandes vitórias nas batalhas entre o povo de Israel e os seus adversários, algumas mulheres saiam para celebrar a mesma. Fica muito claro que a percussão induz à dança, quer queiramos ou não. O que seria outro problema para nós como igreja.

A mudança na orquestra de Davi

Davi era um hábil músico (I Sam. 16:18). Entretanto, o exemplo mais claro dessa mudança radical nos instrumentos da ‘orquestra’ do rei Davi, foi quando ele queria levar a arca da aliança de Quiriate-Jearim para Jerusalém.

Na primeira tentativa de levar a arca da aliança havia vários ‘tambores e pandeiros’ (II Sam. 6:1-11); e a mesma foi veementemente reprovada por Deus de forma tão contundente que Uzá foi fulminado por Deus por ‘irreverência’ (I Sam. 6:7). A palavra no hebraico para ‘irreverência’ é Shal, que quer dizer: Erro, falta. No entanto, olhemos o que nos diz Ellen G. White, de forma esclarecedora sobre as atitudes espirituais de Uzá.

Sobre Uzá, assim nos diz a inspiração: “... Uzá ficou irado com os bois... Desconfiou de Deus...” História da Redenção. Pág. 192. Às vezes nós podemos achar que Deus foi cruel com Uzá, leiamos algo mais: “Em Uzá recaia maior culpa de arrogância... Tendo sobre si pecados não confessados...” Patriarcas e Profetas. Pág. 706.

Na segunda tentativa conforme descrito em (I Crônicas 15:25-29) o rei Davi mudou drasticamente os instrumentos de sua ‘orquestra’; ele excluiu os ‘tambores e os pandeiros’ (I Cron. 15:28), além de uma profunda mudança espiritual em sua vida e na vida dos seus liderados, e isso inclui mudança na indumentária dos músicos. Depois esses instrumentos são chamados de “instrumentos de música de Deus” (I Cron. 16:42). O que é fator determinante para a liturgia da Casa de Deus pelo menos, pelos próximos trezentos anos (II Cron. 29:25).

Um amigo me dizia que a exclusão desses instrumentos de percussão (Tambores e pandeiros) pode ser mera coincidência; eu me pergunto: Será? Veja a descrição detalhada que faz o livro Patriarcas e Profetas na página 707: “... E a música de harpas e cornetas, trombetas e címbalos ressoava em direção ao céu, misturada com a melodia de muitas vozes.”

Perceba que não é um erro de esquecimento, ou de falta de atenção por parte de quem escreveu os livros de Samuel e Crônicas, até porque, o tema da adoração neste momento, depois da morte trágica de Uzá, era de suprema importância para a liturgia posterior do glorioso templo de Salomão. Não brinquemos com aquilo que é de mais sagrado.

04 » O MOVIMENTO DA CARNE SANTA E OS TAMBORES

Em setembro de 1900 no estado de Indiana nos Estados Unidos havia um movimento chamado ‘carne santa’, onde as pessoas criam que depois de cantarem, dançarem e orarem receberiam um corpo santo e assim estariam prontas para a trasladação – O céu. Esse movimento foi veementemente condenado por Ellen G. White e olha o que voltará a acontecer nos últimos dias, ou seja, em nossos dias:

“As coisas que descrevestes como ocorrendo em Indiana, o Senhor revelou-me que haviam de ocorrer imediatamente antes da terminação da graça. [Nosso tempo]. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isso é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo.” Mensagens Escolhidas. Vol.II, pág.36.

A parte mais preocupante dessa citação acima, é ‘haviam de ocorrer... e haverá gritos com tambores, música e dança’. Eu já disse e volto a repetir, a percussão nos induz à dança, e a dança nos transporta para o mundo dos prazeres da carne. Que Deus nos guarde de tudo isso.

05 » O ALTÍSSIMO ÍNDICE DE REJEIÇÃO DO USO DA BATERIA/TAMBORES PELA IGREJA

Na realidade a grande estratégia de Satanás não é apenas colocar o instrumento físico dentro das nossas igrejas ou não. O grande engano do diabo é causar confusão na nossa adoração e como resultado perdermos a Jesus e a Sua poderosa mensagem de vista. Satanás quer que nós tenhamos uma adoração completamente vazia do ‘Assim diz o Senhor’ e cheia de emocionalismo. E quando isso acontece? Quando nós contrariamos que está escrito em I Coríntios 14:15 última parte que diz:

“... Cantarei com o espírito, mas também cantarei com a mente.”

O equilíbrio é a palavra de ordem celestial e ponto final. Se a bateria está dividindo a igreja, eu pergunto: Por que vamos usá-la? É possível fazer música de qualidade sem bateria? Se a sua resposta é sim, eu insisto: Por que vamos usá-la? Se a bateria e os seus tambores estão associados com o rock, a macumba, com a dança, com os gritos e confunde os nossos sentidos; eu pergunto de novo: Por que vamos usá-la?

Deus tem muitos princípios para que a nossa igreja caminhe firme e unida para dentro da próxima década, dois deles são:

1º - “Se possível, quanto depender de vós tende paz com todos os homens;” (Rom. 12:18). O principio aqui é do unidade na igreja, é o da concordância entre irmãos de fé. Se ‘depende’ de você músico ou cantor, porque trazer o contrário de paz para dentro da nossa igreja, se não dependesse de você era outra história, se tivesse fora da sua competência, era outro capítulo.

2º - “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si.” (Rom. 14:7). Nós pertencemos a uma comunidade cristã, nós somos parte do corpo de Cristo. A nossa adoração na igreja é coletiva, todo o ‘corpo’ de Cristo deve ser levado em consideração; tendo como “propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão”, (Rom. 14:13 ú.p).

Pastor Otimar Gonçalves
Ministério Jovem da Divisão Sul-Americana

Fonte - Ministério Jovem

sábado, 26 de junho de 2010

Reflexão sobre as primeiras palavras do Pr. Ted Wilson

O Pastor Ted Wilson foi hoje nomeado como novo presidente da Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, até 2015. Ele sucederá ao Pr. Jan Paulsen, que estava no cargo desde 1999.

Tenho de confessar que só o conheço através dos spots do Hope Channel no qual participou e pelo fato de ser filho de um antigo presidente da Conferência Geral. Soube agora que já ministrou e serviu a igreja em vários lugares do mundo, como os EUA, a Rússia e África. Por esta razão, não tinha, ao ouvir a confirmação da sua nomeação, qualquer expetativa específica em relação ao trabalho que ele exercerá (pelo menos) nos próximos cinco anos. Daí que, a partir deste momento, passe a ser um observador atento e interessado de todas as suas intervenções e palavras.

A primeira dessas intervenções surgiu logo após a nomeação ser aceite pelos delegados presentes na Assembleia, dirigindo-se aos mesmos pela primeira vez como líder máximo da Igreja mundial. E o meu interesse foi de imediato despertado!


O Pr. Wilson começou por recordar a razão pela qual existimos como igreja, dizendo o seguinte: 'esta não é apenas uma organização, esta não é apenas outra denominação. Esta é a igreja remanescente de Deus'.

Ora, só por aqui, ele assume para si a séria responsabilidade que dirigir humanamente a igreja que Deus estabeleceu na Terra para os últimos dias. Fica-lhe bem e é isso que se pretende: alguém na liderança que não fuja nem um pouco da grande tarefa que lhe é entregue; que não se atemorize com a dimensão da empreitada; que não tente um caminho lateral mais fácil, mas porventura não o designado; mas que reconheça em todos os aspetos que esta é uma igreja, diria melhor uma missão, especial para todo o céu!

O Pr. Wilson proferiu então uma frase que descreve quais devem ser os fundamentos, cada qual à sua escala, da nossa ação como igreja: 'eu não sei tudo, mas procurarei sabedoria de conselheiros, da Bíblia e do Espírito de Profecia', referindo-se à obra inspirada de Ellen White.

Se quanto à Bíblia não há discussão e quanto aos conselheiros sei que muito gostamos de nos reunir e abordar juntos assuntos da igreja, creio que deveríamos rever a nossa postura recente com relação aos escritos da irmã White.

O novo presidente não deixou esses escritos com mais de cem anos fora da sua lista de fontes de conhecimento para a tarefa que o aguarda; poderiam, então, os membros negligenciar esse enorme legado na lida da igreja e na sua vida, em termos pessoais?! Poderemos nós começar a determinar a validade dos testemunhos conforme aquela que julgamos ser a nossa própria conveniência?!

Creio que, nos últimos tempos, a pena inspirada da irmã tem vindo a perder alguma relevância entre nós; não por culpa dos escritos em si, mas devido às tentativas de relativizá-los ao tempo em que vivemos. Este é, digo eu, um erro crasso. Oxalá o Pr. Wilson consiga devolver a importância que lhes tem sido retirada. Para o bem da igreja e do povo que dela faz parte.

Mas, o melhor da sua intervenção inicial estava reservado para o fim...

Na sua última linha, neste primeiro curto e improvisado discurso, o Pr. Wilson pediu o apoio dos membros presentes, afirmando sem reservas: 'orem para que o Espírito Santo nos traga reavivamento e reforma'!

Se há necessidade de reavivamento é porque algo está a morrer, a perder vida; se há necessidade de reforma, é porque algo está errado e precisa ser mudado. Pois bem, eu concordo totalmente e subscrevo o repto do nosso novo presidente!

Temos de admitir que não será fácil para alguém que agora chega à liderança transmitir de imediato uma mensagem de mudança. Poderia ser mal interpretado e os ouvintes julgarem que ele estava a colocar em causa a validade do trabalho do(s) seu(s) antecessore(s).

Estou seguro que não é, de todo, essa a intenção das suas palavras. O Pr. Wilson quis trazer à mente da igreja o urgente apelo de Deus na, já abordada, pena inspirada de Ellen White:

'Tem que ocorrer um reavivamento e reforma, sob o ministério do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada, e para fazerem essa obra têm de se unir' (Review and Herald, 25 de fevereiro de 1902).

Também lhe reconheço coragem, porque desafia a igreja a olhar para si mesma e reconhecer que algo de muito sério deve ser operado no seu interior, para que ela possa alcançar o exterior com grande poder - obra essa sobre a qual já muito ouvimos falar, mas teimamos em adiar indefinidamente...

Esta é uma ruptura de qualidade; não para quebrar valores e princípios que amamos e são inalteráveis, mas para provocar um retorno à prática original do Adventismo! Algo que, foi sendo sorrateira e consecutivamente substituído entre nós por hábitos que não deviam fazer parte da nossa vida. E que terão, inevitavelmente, de ser abandonados!

Se o Pr. Wilson quiser fazer desta frase a motivação para a sua liderança, pois poderá contar com este espaço para subscrever e divulgar as suas ideias para a igreja entre os irmãos de língua portuguesa. Será a minha humilde forma de apoiar o que ele me permitiu perceber nestas primeiras palavras.

Fonte - O Tempo Final