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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Bíblia Ensina a Guarda do Domingo? O que Dizem as Igrejas?

—> Assembléia De Deus

    “A falta de probidade intelectual neste assunto é deveras deplorável, mas que deverá pensar o estudante confiado a respeito desta afirmação em que o sábado judaico é identificado com o domingo cristão: — ‘Depois da ressurreição de nosso Senhor, passou-se a observar o primeiro dia da semana, em vez do sétimo, como sábado, em comemoração de Sua ressurreição dos mortos’? Temos ouvido muito acerca de ficções lícitas, aqui porém temos uma ficção religiosa que ultrapassa as mais ousadas ficções lícitas… Que o sábado judaico e o domingo cristão são dois dias diferentes, está suficientemente comprovado pelo fato de que durante um longo tempo depois da morte de Jesus os cristãos observaram ambos os dias, não lhes ocorrendo confundir esses dois dias, tão pouco como a nós o confundir o natal com a festa de 4 de julho. (…) O primeiro era observado no sétimo dia, e na manhã seguinte os cristãos celebravam uma reunião simples, entregando-se depois aos diversos cuidados e prazeres do dia, como soíam fazer num outro dia qualquer.” — Extraído de “The Forum”, por J. W. Chadwick, vol. 14, p. 543–544.

Um dicionário teológico, preparado pelo teólogo Dr. Charles Buck, afirma:

    “Sábado, na língua Hebraica, significa ‘cessar’, e é o sétimo dia da semana… e devemos confessar que não há lei alguma, no Novo Testamento, com relação ao primeiro dia.” — P. 403, art. “O Sábado”.

—> Igreja Presbiteriana

Em seu livro “The Ten Commandments”, diz o presbiteriano Dr. R. W. Dale:

    “Está claro que, embora guardemos o domingo rigorosa ou devotamente, não estamos observando o sábado. (…) O sábado foi instituído por uma ordem específica e divina. Não podemos apoiar-nos em nenhuma ordem dessa natureza relacionada com a obrigação de guardar o domingo. (…) Não há, no Novo Testamento, uma única sentença indicando que estamos sujeitos a qualquer penalidade por violação à suposta santidade do domingo. No repouso dominical, não entra a lei divina.” — P. 127–129. Grifos acrescentados.

Na obra “Theology Explained and Defended”, do presbiteriano Timothy Dwight, lemos:

    “O Sábado cristão (domingo) não se encontra nas Escrituras, e não era chamado ‘o sábado’ pela igreja primitiva.” — Ed. de 1818, vol. 4, nº 107, p. 49. Grifos acrescentados.

O Dr. William D. Killen, teólogo presbiteriano de renome, afirma:

    “No intervalo entre os dias dos apóstolos e a (suposta) conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou de aspecto… Ritos e cerimônias, das quais nem Paulo nem Pedro jamais ouviram, entraram sub-repticiamente em uso e depois reclamaram o direito de serem consideradas instituições divinas. Funções para as quais os primitivos discípulos não podiam encontrar nenhum lugar, e títulos que para eles teriam sido completamente ininteligíveis, começaram a reclamar atenção a ser chamados apostólicos.” — D. D., “The Ancient Church”, Prefácio da ed. original, p. 16.

O Dr. N. Summerbell, autor presbiteriano, faz esta declaração em sua obra “History of the Christians”:

    “Ela (a Igreja Católica) subverteu o quarto mandamento, dispensando o sábado da palavra de Deus e substituindo-o pelo domingo, como dia santificado.” — P. 418. Grifos acrescentados.

—> Igreja Batista

O Rev. Joseph Judson Taylor, famoso ministro da Igreja Batista, faz esta declaração em “The Sabbath Question”:

    “Neste ponto (o sábado) o ensinamento da Palavra tem sido admitido em todas as gerações.” “Nenhuma vez os discípulos aplicaram a lei sabática ao primeiro dia da semana. Esta loucura realizou-se num tempo posterior. Nem pretendiam que o primeiro dia suplantasse o sétimo.” — P. 17 e 41. Grifos acrescentados.

O Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Batista, fez perante um grupo de ministros, na “Convenção Ministerial Batista”, em New York, no dia 13 de novembro de 1893, a seguinte declaração:

    “Havia e há um mandamento para santificar-se o Sábado, mas esse Sábado não era o domingo. Sem impedimento pode-se dizer, com mostras de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo ao primeiro dia, com todos os seus deveres, privilégios e santidades. Com ardente ansiedade, buscando informações sobre este assunto que tenho estudado durante muitos anos, pergunto: onde pode encontrar-se o arquivo desta transação? Não no Novo Testamento, absolutamente não. Não há evidência bíblica quanto à mudança do sábado do sétimo para o primeiro dia da semana. “Desejo dizer que esta questão do sábado, deste ponto de vista, é o problema mais grave e desconcertante relacionado com as instituições cristãs, que presentemente chama a atenção dos cristãos; e a única razão por que o mundo cristão tem permanecido satisfeito com a convicção de que alguma ocasião, no começo da história cristã, foi feita uma mudança. (…) “Parece-me inexplicável que Jesus, durante três anos de discussões com Seus discípulos, em muitas oportunidades conversando com eles sobre o sábado, abrangendo seus vários aspectos, livrando-o de todo seu falso brilho (supertições farisaicas), nunca aludiu à transferência desse dia; nem tampouco, durante os quarenta dias após Sua ressurreição, o insinuou. Também, tanto quanto sabemos, o Espírito Santo que lhes foi dado para recordar todas as coisas que Ele lhes havia dito, não tratou deste assunto. Também não o fizeram os inspirados apóstolos, ao pregarem o evangelho, estabeleceram igrejas, aconselharem e instruírem as já estabelecidas, discutirem ou tratarem desse assunto. “É claro que sei perfeitamente ter o domingo entrado em uso, como dia religioso, na história da Igreja cristã… Mas é lamentável que tenha vindo com uma marca do paganismo e batizado com o nome de ‘dia do Sol’, então adotado e santificado pela apostasia papal e vindo como um legado sagrado ao protestantismo.” — Grifos acrescentados.

Três dias depois o “The Watchman Examiner” (órgão batista de New York) fez menção desse discurso, descrevendo o intenso interesse manifestado pelos ministros presentes, e a discussão que se seguiu a sua apresentação:

    “As Escrituras não denominam, em nenhum lugar, ao primeiro dia da semana como sábado… Não há autorização bíblica para fazê-lo, nem por lógica, ou por alguma obrigação bíblica.” — Grifos acrescentados.

E por fim, o Dr. John Dowling, que por vários anos foi pastor de uma igreja batista na cidade de New York, afirma o seguinte em sua obra “History of Romanism”:

    “A Bíblia e a Bíblia somente!’ Não tem nenhuma importância, na opinião de um protestante genuíno, quão cedo uma doutrina se tenha originado, se ela não é encontrada na Bíblia. (…) Portanto, se uma doutrina for proposta para ser por ele aceita, pergunta ela: ‘Encontra-se ela na Palavra de Inspirada? Foi ela ensinada por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos?’ Se eles nada sabiam a seu respeito, não lhe importa se ela é encontrada na pasta bolorenta de algum antigo visionário do terceiro ou quarto século, ou se brota da imaginação fértil de algum moderno visionário do século dezenove; se não for encontrada nas Sagradas Escrituras, não apresenta ela nenhuma reivindicação válida para ser aceita como artigo de seu credo religioso. (…) Aquele que aceita uma doutrina sequer (o domingo), baseada na simples autoridade da tradição, tenha ele o nome que tiver, ao assim proceder, desce da rocha do protestantismo, transpõe a linha que separa o protestantismo do papado e não pode apresentar nenhuma razão válida porque não aceita todas as doutrinas e cerimônias mais antigas do romanismo, com base na mesma autoridade.” — 13ª ed., p. 67–68.

O domingo encontra-se na Palavra Inspirada? Foi o domingo ensinado por nosso Senhor Jesus Cristo e Seus apóstolos? Se a guarda do domingo “não for encontrada nas escrituras, não apresenta nenhuma reivindicação válida para ser aceita”. Do contrário, no caso, a afirmação “A Bíblia e a Bíblia somente!” está sendo descartada por essa doutrina que “transpõe a linha que separa o protestantismo do papado”.

—> Igreja Luterana

O Dr. H. Gunkel, da Igreja Luterana, em “Zum religionsgesch. Verstaendnis des N.T.”, diz:

    “A admissão do domingo pelos cristãos primitivos é… um sintoma muito importante de que a igreja primitiva foi diretamente influenciada por um sentimento que não se originou no evangelho, nem no Antigo Testamento, mas em um sistema religioso desconhecido para ela.” — P. 76. Grifos acrescentados.

George Sverdrup, numa entrevista para o jornal luterano “A New Day”:

    “Como não foi possível produzir um só lugar nas Sagradas Escrituras que testifique que o Senhor mesmo ou os apóstolos ordenaram uma transferência do sábado para o domingo, então não era fácil responder à pergunta: ‘Quem transferiu o sábado e quem tem autoridade de fazê-lo?’

Carlstadt, um dos primeiros reformadores e amigo íntimo de Lutero, tentou trazer a reforma do sábado do sétimo dia naquela época:

    “Carlstadt defendeu a divina autoridade do sábado do Velho Testamento.” — Dr. Barnes Sears, “Life of Luther” (Vida de Lutero), p. 147.

E Martinho Lutero, em seu “Agaist the Celestial Prophets”, declara:

    “Em verdade, se Carlstadt escrevesse mais acerca do sábado, o domingo logo teria que lhe ceder o lugar, e o sábado ser santificado.” — Citado em “Life of Martin Luther in Pictures”, p. 147.

O ensino oficial da Igreja Luterana, em seu “Confisson de Foi d’Augsburg” (Confissão de Fé de Augsburgo), assim declara:

    “A observância do Dia do Senhor (domingo) não assenta em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da Igreja. (…) “Eles (os Católicos) alegam que o sábado foi mudado para o domingo, o dia do Senhor, contrariamente o Decálogo; como é evidente, não existe exemplo algum de maior jactância do que a mudança do sábado. Grande, dizem eles, é o poder e autoridade da Igreja (Católica), visto haver omitido um preceito do decálogo, alterando os mesmos.” — Em “Augsburg Confession of Faith”, art. XXVIII. Ver Philip Schaff, “The Creeds of Christendom” (ed. 4), vol. 3, p. 63 e 64, tradução da parte 2, art. 7, “Do Poder Eclesiástico”, da Confissão de Fé de Augsburgo. (O artigo 28 da Confissão é o art. 7 da parte 2). Citado em “Cox’s Sabbath Manual”, p. 287. Grifos acrescentados.

O Dr. Philip Schaff, teólogo e historiador eclesiástico, declara sobre a “Confissão de Augsburg”:

    “A Confissão de Augsburgo foi a primeira e a mais famosa das confissões de fé evangélica. Ela expressou clara e totalmente, de forma sistemática, os principais artigos de fé pelos quais se batiam Lutero e seus companheiros havia já treze anos, desde o protesto levantado contra o tráfico das indulgências. Pelos seus méritos intrínsecos e suas origens históricas, ela tomou-se o principal padrão doutrinário da Igreja Luterana. (…) Excluindo-se o prefácio e o epílogo, a Confissão consiste de duas partes, uma positiva e dogmática, outra negativa e um tanto polêmica, ou melhor, apologética. A primeira refere-se principalmente a doutrinas, a segunda a cerimônias e instituições. A primeira parte apresenta em vinte e um artigos… as doutrinas defendidas pelos evangélicos luteranos. A segunda parte rejeita em sete artigos os abusos de Roma que foram considerados mais objetáveis e que foram realmente corrigidos pelas igrejas luteranas.” — Em “History of the Christian Church”, vol. 7, p. 707–713. Philip Schaff foi presidente da comissão revisora da Bíblia em Inglês e editor da versão americana da Enciclopédia de J. Herzog. (J. N. Andrews e L. R. Corandi, “The History of the Sabbath”. p. 836).

—> Igreja Metodista

O Dr. Harris Franklin Rall faz esta declaração no “Christian Advocate”:

    “Vejamos a questão do Domingo… não há nenhuma passagem dizendo aos cristãos para observarem este dia.” — 2 de julho de 1942.

No “Theological Compendium Improved”, do Rev. Amos Binneyas, ocorrem estas afirmações:

    “É certo não haver um mandamento positivo para o batismo infantil… Tampouco há algum para guardar como santo o primeiro dia da semana. Muitos crêem que Cristo mudou o sábado. Mas, em Suas próprias palavras, vemos que não veio com este propósito. Aqueles que crêem que Jesus mudou sábado baseiam-se apenas numa suposição.” — Ed. de 1902, p. 180-181. Grifos acrescentados.

—> Igreja Congregacional

O Dr. Layman Abbot, congregacionalista, faz esta declaração no “Christian Union”:

    “A noção atual, de que Cristo e Seus apóstolos, autoritariamente, substituíram o sétimo dia pelo primeiro dia, é absolutamente sem autoridade no Novo Testamento.” — 26 de junho de 1890. “Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observância do primeiro dia da semana como sendo o sábado cristão.” — Extraído de “Mode and Subjects of Baptism”, de Fowler.

—> Igreja Anglicana/Episcopal

No “Manual of Christian Doctrine”, dos anglicanos ou episcopais, ocorre esta pergunta e resposta:

    “Há algum mandamento no Novo Testamento, que permita mudar o dia do Sábado para o Domingo? — Nenhum.” — P. 127.

O Dr. Peter Heylyn, no seu livro “History of the Sabbath”, declara:

    “Recorrei a quem quiserdes, sejam os pais primitivos ou os autores modernos, não encontrareis nenhum dia do Senhor (domingo) instituído por qualquer ordenação apostólica, nenhum movimento sabático iniciado por eles com relação ao primeiro dia da semana.” — Ed. de 1636, parte 11, cap. 1, par. 10, p. 28.

Em sua obra “Examination of the Six Texts”, na qual o Dr. William Domville estuda profundamente seis textos bíblicos sob os quais foi construído o argumento do domingo como dia do Senhor, ele declara francamente:

    “Nenhum dos escritores eclesiásticos dos primeiros séculos atribui a origem do domingo a Cristo ou aos apóstolos. (…) Séculos da era cristã passaram-se antes que o domingo fosse (geralmente) observado pela igreja cristã em caráter do sábado. A História não nos fornece uma única prova de que fosse (oficialmente) observado como tal antes do edito dominical de Constantino, em 321 AD.” — P. 291.

O grande teólogo e historiador alemão de Heidelberg, Dr. Johann August Wilhelm Neander, em cuja obra de tal mérito que lhe valeu o título de “príncipe dos historiadores da Igreja”, declara francamente:

    “A oposição ao judaísmo introduziu a festividade particular do domingo, muito cedo, realmente, em substituição do sábado. (…) A festa do domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina – longe deles e da primitiva igreja apostólica, transferir para o domingo as leis do sábado. Talvez no fim do segundo século, começou a surgir uma falsa aplicação dessa espécie, pois a esse tempo os homens consideravam pecado o trabalho aos domingos.” — Em “The History of Christian Religion and Church”, p. 186, trad. de John Rose da 1ª ed. alemã, B. D., Filadélfia: James M. Campbell & C.º, 1843. Grifos acrescentados.

—> Igreja Católica

O Rev. Isaac Williams, escreve o seguinte em seus “Plain Sermons on the Catechism”:

    “Onde se nos diz nas Escrituras que devemos observar o primeiro dia? É-nos mandado guardar o sétimo; mas em nenhum lugar nos é ordenado guardar o primeiro dia. (…) A razão pela qual santificamos o primeiro dia da semana em lugar do sétimo é a mesma que nos leva a observar muitas outras coisas: não porque a Bíblia, mas porque a Igreja (Católica) o ordena.” — Vol. 1, p. 334 e 336. Grifos acrescentados.

O Cardeal James Gibbons, em “The Faith of Our Fathers”, diz o seguinte:

    “Podereis ler a Bíblia do Gênesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma só linha a autorizar a santificação do Domingo. As Escrituras exaltam a observância religiosa do sábado, dia que nós nunca santificamos.” — Ed. de 1892, p. 111. Grifos acrescentados.

O cônego Eyton, em sua obra “Ten Commandments”, assim se expressa:

    “Não existe nenhuma palavra, nenhuma alusão, no Novo Testamento, acerca da abstinência do trabalho no domingo. (…) Nenhuma lei divina entra no repouso do domingo. (…) A observância da quarta-feira de cinza ou quaresma tem exatamente a mesma base que a observância do domingo.” — P. 62, 63 e 65. Grifos acrescentados. “A observância do domingo (…) não só não tem fundamento na Bíblia, mas está em contradição com a letra da Bíblia, que prescreve o descanso do sábado. “Foi a Igreja Católica que, por autoridade de Jesus Cristo, transferiu esse descanso para o domingo, em memória da ressurreição de nosso Senhor: de modo que a observância do domingo pelos protestantes é uma homenagem que prestam, independentemente de sua vontade, à autoridade da Igreja.” — Extraído de “Monitor Paroquial”, 26 de agosto de 1926, Socorro, SP, ano I, nº. 8. Grifos acrescentados.

Diz o Pe. Dubois em sua obra “O Biblismo”:

    “A Bíblia manda santificar o Sábado, não o domingo; Jesus e os apóstolos guardaram o Sábado. Foi a tradição católica que, honrando a ressurreição do Redentor, ocorrida no domingo, aboliu a observância do Sábado.” — P. 106. Grifos acrescentados.

Finalmente, vemos na Carta Apostólica “Dies Domini” (Dia do Senhor) de 1998, o Papa João Paulo II reconhece que Jesus nunca quebrou ou anulou o Sábado, mas foi a Igreja Católica quem alterou a solenidade do dia de descanso do sétimo para o primeiro da semana. Em suma, vários concílios foram realizados, nos primeiros séculos, e em quase todos os concílios o sábado era rebaixado um pouco mais, enquanto o domingo era exaltado gradualmente. O domingo foi transformado em festividade em honra da ressurreição de Cristo: nos primeiro séculos, atos religiosos eram nele realizados; era, porém, considerado como dia de recreação, sendo o sábado ainda observado como dia santo. O Papa ainda afirma que o sábado é obrigatório para os que não aceitam a soberania católica e dizem ter a Bíblia como única regra de fé (os protestantes). Essa carta papal se encontra no web site oficial do Vaticano. Para visualizá-la, clique aqui: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_05071998_dies-domini_po.html (acessado em 17/03/2007).

—> Outras denominações

Alexander Campbell, o fundador da denominação chamada “Igreja de Cristo”, que no Brasil é conhecida como “Discípulos de Cristo”, admitiu o seguinte:

    “Não há testemunho, em todos os oráculos do Céu, que o sábado foi mudado, ou que o dia do Senhor (domingo) veio em seu lugar.” — Em “The Reporter”, 8 de outubro de 1921.

Alexander Campbell também confessou:

    “Eu não creio que o Dia do Senhor… tenha sido transferido do sétimo para o primeiro dia da semana.” — Em “Washington Reporter”.

O Dr. H. D. Lucas, da chamada “Igreja de Cristo” (ou “Discípulos de Cristo”, no Brasil) faz esta confissão no “Christian Oracle”:

    “Não há autoridade bíblica designando o primeiro como dia do Senhor.” — 23 de janeiro de 1890.

Sobre o domingo não ter sido considerado como dia de repouso nos primeiros séculos, existe esta declaração no “Smith and Cheetham’s Dictionary of Christian Antiquities”:

    “A idéia de uma substituição convencional, por autoridade apostólica, do sábado pelo domingo, e a transferência para ele, mesmo numa forma espiritualizada, da obrigação sabática indicada ao ser promulgado o quarto mandamento, não têm base alguma, seja nas Escrituras Sagradas, seja na antiguidade cristã. (…) Esta idéia, depois incorporada no título do ‘sábado cristão’, e confirmada nos primeiros séculos do cristianismo.” — Art. “O Sábado”, p. 1823.

_________________ “Escute as minhas palavras e preste atenção em tudo o que vou dizer… “Darei a minha opinião com franqueza; as minhas palavras serão sinceras, vindas do coração.” (Jó 33:1,3).

Por Marllington Klabin Will

Fonte: Adventismo em Foco

sábado, 13 de junho de 2009

Batista admitem que domingo é tradição pagã

O Dr. EDWARD T. HISCOX, autor de um Manual da Igreja Batista, numa conferência para ministros da denominação batista, realizada cm Nova York, no dia 13 de novembro de 1893, leu extenso discurso sobre a mudança do sábado para o domingo.
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Um discurso magnífico, de que não me furto ao prazer de citar trechos para os amigos batistas que nos combatem aqui no Brasil. Esse discurso foi parcialmente reproduzido no The Watchman Examiner, órgão batista editado em Nova York, edição de 16 de novembro de 1893.
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Eis alguns trechos reproduzidos ipsis verbis, como constam do jornal em apreço:
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"Havia e há um mandamento para santificar-se o sábado, mas aquele sábado não era o domingo. Será dito, talvez, e com ostentação de triunfo, que o sábado foi transferido do sétimo para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções.
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"Desejando ardentemente informações sobre este assunto, que tenho estudado por muitos anos, pergunto: Onde se pode achar o relato de tal transferência? Não no Novo Testamento, absolutamente não! Não há na Escritura evidência de mudança da instituição do sábado, do sétimo para o primeiro dia da semana.
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"Desejo dizer que esta questão do sábado – deste ponto de vista – é a questão mais séria e embaraçosa relacionada com as instituições cristãs que atualmente reclamam a atenção do povo cristão; e a única razão por que não é ela um elemento de perturbação no pensamento cristão e nas discussões religiosas, é porque O MUNDO CRISTÃO A TEM ACEITADO com a convicção de que se efetuou qualquer transferência já no princípio da história cristã. ...
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"É para mim incompreensível que Jesus, vivendo durante três anos com Seus discípulos, conversando com eles muitas vezes sobre a questão do sábado, tratando-a nos seus vários aspectos, ressalvando-a das falsas interpretações, nunca Se referisse a uma transferência desse dia; mesmo durante os quarenta dias de vida após Sua ressurreição, tal coisa não foi indicada. Nem tampouco, quanto ao que saibamos, o Espírito Santo, que fora enviado para lhes fazer lembrar tudo quanto haviam aprendido, tratou desta questão. Nem ainda os apóstolos inspirados, pregando o Evangelho, fundando igrejas, aconselhando e instruindo, discutiram ou abordaram este assunto.
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"Além disso estou bem certo de que o domingo foi posto em uso como dia religioso, bem no princípio da história cristã, pois ASSIM APRENDEMOS DOS PAIS DA IGREJA e de outras fontes. MAS QUE PENA TER VINDO ELE ESTIGMATIZADO COM A MARCA DO PAGANISMO E CRISMADO COM O NOME DO DEUS SOL, QUANDO ADOTADO E SANCIONADO PELA APOSTASIA PAPAL, E DADO AO PROTESTANTISMO COM UM LEGADO SAGRADO." (Grifos e versais nossos).
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Aí está uma confissão honesta. O domingo não tem sanção escriturística. É invenção humana e procede de fonte impura: paganismo.
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Vamos citar outra confissão honesta relativa à origem extrabíblica do domingo, feita por outro renomado pastor batista e, notem bem, da Primeira Igreja Batista de Dayton, Estado de Ohio, EE. UU. Extraímo-la do The Watchman Examiner, órgão oficial da denominação batista, edição de 25 de outubro de 1956.
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O Pastor ALBERT CALHOUN PITTMAN declara textualmente:
"... aqueles primitivos cristãos sentiram a necessidade de se reunirem em tempos aprazados para a adoração. Assim começaram a se reunir no primeiro dia do semana, para comemorarem a ressurreição de Cristo dentre os mortos.
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"Primitivamente reuniam-se no domingo de manhã porque a domingo não era um dia feriado MAS SIM UM DIA DE TRABALHO NORMAL como os demais. Em uma carta escrita por Plínio ao imperador Trajano, e que tem sido preservada, lemos que aqueles antigos cristãos tinham uma breve reunião ao romper do dia no primeiro dia da semana, cantavam um hino a Cristo, ligavam-se por um voto de companheirismo, partilhavam uma merenda religiosa e EM SEGUIDA RETORNAVAM AO SEU TRABALHO, para os seus labores da semana." (Grifos e versais nossos, para realce) Isto quer dizer que o ilustre ministro batista concorda com a realidade histórica; com o fato indestrutível: O DOMINGO É INVENÇÃO HUMANA!!!
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Aqui mesmo no Brasil ocorreu, há 40 anos um fato interessante. Os batistas, movidos de espírito polêmico atacavam, pela imprensa, o aspersionismo e o pedobatismo pelo fato de um órgão presbiteriano defender essas práticas. Num desses ataques, O Jornal Batista aventou a idéia de que não há na Bíblia prova taxativa para justificar o batismo de crianças, e isso era uma razão para não o aceitar.
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Em réplica, O Puritano, órgão então oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, editado no Rio em edição de 7 de maio de 1925, afirmava: "Se, pelo fato de não termos na Bíblia uma prova absoluta e taxativa para o batismo infantil, isto tira o valor da doutrina, diga-nos aqui à puridade o bom do Jornal [órgão batista]: em que fica o colega com a guarda do domingo e não do sábado? Pode o colega mostrar no Novo Testamento, de modo positivo, um mandamento para mostrar a guarda do domingo? DAMOS DOIS MIL CONTOS ao colega se no-la apresentar. ..." (Grifos e versais nossos).
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E o órgão batista mudou de conversa... perdeu ótima oportunidade de abocanhar dois milhões de cruzeiros, naqueles tempos... Por quê? Porque a guarda do domingo, bem como o aspersionismo e o pedobatismo, são práticas pagãs que se infiltraram na igreja cristã. Gradativamente, em função da apostasia e da acomodação com o Estado. É o que nos diz a História. Mas a nossa regra de fé é a Bíblia, e o que nela não consta, deve ser rejeitado.
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Bem, noutro tópico eu chamei a atenção do nosso irmão Marlington quanto ao uso da palavra "hipócrita" que creio ser muito severa. Acho que seria melhor dizer "incoerente", pois realmente se aceitam a validade e vigência do 4o. mandamento como princípio originário da criação do mundo, portanto moral e universal, então não há porque acatar o que vem da mera tradição católica, como é o domingo. E, pior, vem do mais negro paganismo, como pastores batistas admitiram.
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Azenilto de Brito, Bessemer, Ala., EUA

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Podemos Cozinhar Arroz, Macarrão ou Outro Alimento no Sábado?

Muitas pessoas me perguntam se podem cozinhar o arroz, macarrão e outros alimentos no sábado. Há dúvidas também sobre assar alimentos, como tortas, batatas, lazanha e outros produtos.

Hoje na minha meditação matinal decobri de forma bem clara e direta a resposta para estas questões que na verdade todos os adventistas mais experientes sabem mas talvez relutem em praticar.

“Isto é o que disse o Senhor: Amanhã é repouso, o santo sábado do Senhor; o que quiserdes cozer no forno, cozei-o, o que quiserdes cozer em água, cozei-o em água; e tudo o que sobrar separai, guardando para a manhã seguinte.” Assim fizeram, e perceberam que ficara inalterado. E Moisés disse: “Comei-o hoje, porquanto o sábado é do Senhor; hoje, não o achareis no campo. Seis dias o colhereis, mas o sétimo dia é o sábado; nele, não haverá” (Êx 16:25, 26).

Ellen G. White escreveu inspirada por Deus: "O Senhor não é agora menos minucioso com respeito ao sábado do que quando deu essas especiais direções aos filhos de Israel. Determinou-lhes que, no sexto dia, assassem o que quisessem assar, e cozessem o que quisessem cozer, em preparo para o repouso do sábado. Aqueles que no sexto dia deixam de fazer a devida preparação para o sábado, violam o quarto mandamento e são transgressores da lei de Deus. Em Suas instruções aos israelitas, Deus proibiu assar e cozinhar no sábado. Essa proibição deve ser considerada por todos os guardadores do sábado uma solene ordem de Jeová para eles. O Senhor guardaria Seu povo da prática da glutonaria no sábado, o qual Ele separou para sagrada meditação e adoração". (Meditações Diárias - Jesus Meu Modelo, 133).

Muitos duvidam das instruções de Deus! Minha esposa cozinha o macarrão na sexta e deixa o molho pronto mas separado da massa. No sábado ela aquece o molho e mistura com a massa, ficando tão saboroso como feito na hora! Este é somente um exemplo de que podemos cumprir as ordens de Deus e não deixarmos de saborear os alimentos.

Está chegando o dia 30 de maio, e nosso lar será um dos LARES DE ESPERANÇA! Que seja também um lar de obediência a Deus cumprindo rigorosamente Suas instruções a respeito do sábado.

PR. YURI RAVEM

Mestre em teologia e pastor da Igreja Adventista em Pelotas - RS Casado com Andressa, mestre em educação. Editor Associado do Blog Nisto Cremos e Editor do Blog Igreja Adventista de Pelotas

terça-feira, 24 de março de 2009

10 Fevereiro 2009

CONDENA PAULO A GUARDA DO SÁBADO EM GÁLATAS 4:8-11?

CONDENA PAULO A GUARDA DO SÁBADO EM GÁLATAS 4:8-11?


“Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que por natureza não o são; mas agora que conheceis a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando outra vez aos rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco”. . . . - Gálatas 4:8-11.


Está Paulo repreendendo os judaizantes por ensinar que os novos cristãos “tinham que guardar os sábados e os demais dias santos como parte de seu compromisso com Cristo”? Para responder a estas perguntas precisamos determinar se a observância de “dias, e meses, e tempos, e anos” pelos gálatas refere-se aos feriados pagãos supersticiosos ou aos festivais bíblicos, inclusive o sábado.

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Dias Supersticiosos Pagãos ou Dias Santificados Judaicos?


Uma análise detida do contexto não deixa dúvidas de que Paulo está falando sobre os dias supersticiosos pagãos. O apóstolo lembra aos gálatas que nos tempos antes de serem cristãos eles eram “sujeitos aos rudimentos do mundo” (Gál. 4:3). Os “espíritos elementares-stoikeia tou kosmou” nada têm a ver com o Velho Concerto, uma vez que a lei mosaica era desconhecida dos coríntios em seus dias pagãos. A maioria dos eruditos interpreta os “rudimentos” como os elementos básicos do mundo, tais como a terra, a água, o ar, o fogo, ou as divindades astrais pagãs a que se dava crédito por controlarem o destino humano.


O contexto claramente indica que Paulo repreende os gálatas por voltarem a seus dias de paganismo recorrendo a seu calendário pagão. Destarte, a questão não é sua adoção de dias santos judaicos, mas o retorno deles à observância de dias supersticiosos pagãos. Dois recentes artigos de Troy Martin, publicados em New Testament Studies [Estudos do Novo Testamento] e no Journal of Biblical Literature [Revista de literatura bíblica] oferecem significativa contribuição para entender a passagem sob consideração. Martin assinala que o esquema de acompanhamento de tempo encontrado em Gálatas 4:10 (“dias, e meses, e tempos, e anos”) é claramente distinto do que se encontra em Colossenses 2:16 (“dia de festa, ou lua nova, ou sábados”). Ele demonstra que embora a lista em Colossenses 2:16 seja inquestionavelmente judaica, porque as categorias temporais de dias de festa, lua nova e sábados são características do calendário religioso judaico, a lista em Gálatas 4:10 de “dias, e meses, e tempos, e anos” descreve um calendário pagão inaceitável a Paulo e suas comunidades”.


Martin chega a essa conclusão examinando não só a estrutura de tempo dos calendários pagãos, mas também o contexto imediato onde Paulo condena a tentativa dos gálatas de retornar a suas práticas pagãs (Gál. 4:8-9) tornando a utilizar o seu calendário pagão. “Como o contexto imediato claramente expõe, Paulo está preocupado com que seu empenho pelos gálatas tenha sido em vão, já que eles retornaram a sua vida pagã pregressa como evidenciado por sua renovada contagem de tempo do período prévio à conversão. Dada a sua associação com idolatria e falsas divindades, marcar o tempo segundo esse esquema pagão equivale a rejeitar o evangelho de Paulo e o verdadeiro e único Deus que este proclama (Gál. 4:8-9). Logo, Gálatas 4:10 estipula que quando os gálatas aceitaram o evangelho de Paulo com sua aversão à idolatria (Gál. 4:8), eles descartaram seu método pagão de contar o tempo. . . . Uma comparação dessas listas demonstra que a conversão dos gentios ao evangelho de Paulo envolve a rejeição de esquemas de tempos pagãos em favor do calendário litúrgico judaico”.


A Adoção do Calendário Judaico Pelos Gentios


A conclusão de Troy Martin de que a conversão dos gentios ao evangelho envolvia a rejeição de seu calendário pagão formulado sobre o culto idolátrico de muitos deuses e a adoção do calendário religioso judaico que havia sido transformado pela vinda de Cristo, representa, em meu ponto de vista, uma significativa descoberta em nosso entendimento da continuidade entre judaísmo e cristianismo.


As referências de tempo de Paulo claramente refletem sua adoção do calendário religioso judaico, conquanto modificado e transformado pela vinda de Cristo. Por exemplo, em 1 Coríntios 16:2, Paulo recomenda um plano de levantamento de fundos para a igreja de Jerusalém consistindo de pôr à parte em casa algum dinheiro kata mian sabbaton, isto é, “todo primeiro dia desde o sábado”, e não segundo o prevalecente nome pagão de dies solis-Dia do Sol, o que revela que ele ensinava seus conversos gentios a regularem suas vidas pelo calendário judaico.


Na mesma epístola, Paulo formula um argumento elaborado baseado sobre o festival da Páscoa e dos pães asmos a fim de exortar os coríntios, “celebremos a festa” (1 Cor. 5:6-8). Todo o argumento e exortação de manter a Páscoa não faria sentido à congregação gentílica de Corinto a menos que Paulo tivesse ensinado a respeito do calendário religiosa judaico. À luz dessas considerações, concluímos que “embora as referências temporais nas cartas de Paulo sejam esparsas, 1 Coríntios propicia forte evidência da adoção paulina da prática judaica que marcava o tempo pelas festas e sábados”.


A adesão cristã ao calendário judaico é especialmente evidente no livro de Atos. Repetidamente Paulo proclama o evangelho nas sinagogas e ao ar livre no sábado (Atos 13:14, 44; 16:13; 17:2). Em Troas Paulo fala aos crentes no primeiro dia desde o sábado (mia ton sabbaton) (Atos 20:7). “O panorama de Paulo em Atos”, destaca Martin, “fornece clara evidência de que os cristãos marcam o tempo por segmentos de festas e sábados”. Esta conclusão é claramente apoiada por Colossenses 2:16 onde encontramos o padrão da nomenclatura judaica de festas anuais, luas novas mensais e sábados semanais.


O fato de que Paulo ensinou suas congregações gentias a rejeitarem o seu calendário pagão, em que os dias recebiam os nomes de deuses planetários e os meses segundo seus imperadores endeusados, e contassem o tempo segundo o calendário religioso judaico, não significa necessariamente que ele lhes ensinasse a praticar os rituais religiosos judaicos. Os próprios romanos substituíram, pouco antes da origem do cristianismo, sua semana de “oito dias-nundinum” pela semana judaica de sete dias e adotaram no primeiro século o sábado judaico como seu novo dia de descanso e festa, sem a concomitante adoção dos rituais judaicos. No mesmo sentido, Paulo ensinou seus conversos gentios a contarem o tempo de acordo com o calendário religioso judaico sem esperar que praticassem os rituais com ele associados. Um bom exemplo é a discussão de Paulo do novo sentido das festas da Páscoa e dos Pães Asmos à luz do evento Cristo (1 Cor. 5:6-8).


À luz das observações precedentes, concluímos que as categorias temporais de Gálatas 4:10 (“dias, e meses, e tempos, e anos”) são pagãos e não judaicos, como a lista encontrada em Col. 2:16. Alegar . . . que os gálatas foram ensinados por falsos mestres “a observarem os sábados e as demais festas como parte de seu compromisso com Cristo” representa ignorar o contexto imediato onde Paulo fala de categorias temporais pagãs a que os gálatas estavam uma vez mais retornando.


A observância pelos gálatas de tempos sagrados pagãos derivava de crenças supersticiosas em influências astrais. Isso é sugerido pela acusação paulina de que a adoção dessas práticas correspondia ao retorno a anterior sujeição aos espíritos e demônios, “rudimentos fracos” por eles (Gál. 4:8-9).


A preocupação de Paulo não é expor as idéias supersticiosas ligadas a essas observâncias, mas desafiar o sistema todo de salvação que os falsos mestres gálatas haviam elaborado. Por condicionarem a justificação e aceitação por Deus a coisas como circuncisão e observância de dias e tempos pagãos, os gálatas faziam a salvação depender da realização humana. Isso para Paulo era traição do evangelho: “De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes” (Gál. 5:4). . . .


Se a motivação dessas observâncias não tivesse solapado o princípio vital de justificação pela fé em Jesus Cristo, Paulo teria somente recomendado tolerância e respeito, como ele faz em Romanos 14. A motivação para essas práticas, contudo, adulterava a própria base da salvação. Conseqüentemente, o apóstolo não tinha escolha, mas rejeitar vigorosamente tais coisas. . . .


Em última análise, deve-se determinar a atitude de Paulo para com o sábado, não à base de sua denúncia de observâncias supersticiosas heréticas que podem ter influenciado sua observância, mas com base em sua atitude global quanto à lei. A falha em entender que Paulo rejeita a lei como um método de salvação mas a exalta como padrão moral de conduta cristã tem sido a raiz de muito malentendido quanto à sua atitude para com a lei, em geral, e para com o sábado, em particular. Que este estudo possa contribuir para esclarecer esses malentendidos permitindo que muitos sinceros . . . descubram, como Paulo diz, que “a lei é boa, se alguém se utiliza dela de modo legítimo” (1 Tim 1:8).


Por Samuelle Bacchiocchi