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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O brócolis apresenta inúmeros benefícios para a saúde. Possuindo vários compostos ativos como isotiocianatos, os flavonóides e os carotenóides o brócolis age principalmente contra o envelhecimento.

Em pesquisas realizadas, foi constatado o sulforafano, a substância é capaz de conter o crescimento de tumores em geral, diminuindo o risco de câncer. Essa substância poderosa protege também os vasos sanguíneos dos maus efeitos provocados pelo excesso de açúcar, para quem é diabético o brócolis não pode faltar na refeição.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O beija-flor e a paciência

Ao olhar as flores, não é raro ver um paciente beija-flor, em dança frenética e misteriosa. O fotógrafo Flávio Cruvinel Brandão fez raríssima imagem da ave, em Brasília, DF, cujo nome científico é Eupetomena macroura. Seu tamanho de 17 cm, em média, impressiona, mas sua força, ao bater 80 vezes as asas por segundo, deixa-nos três lições de paciência, como fruto do Espírito.

A primeira: demonstrar que tamanho não é documento. Na disputa por territórios e fontes de alimento, o beija-flor vence os predadores naturais com técnica e maestria, pelo método da paciência. Tem a capacidade de enfretar desafios, a ponto de ser conhecido entre os ornitólogos (estudiosos de pássaros) como campeão dos pesos-leves entre as aves.

Ser paciente é mais do que ter paciência. Diante dos percalços da vida, ser paciente é demonstrar constância e firmeza, mesmo que as circunstâncias sejam desafiadoras e se apresentem destituídas de lógica. Um exemplo de paciência diante de uma situação sem lógica foi a de Noé. Ele construiu um barco no seco e pregou sobre enchente, sem nunca ter chovido. [Leia mais]

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Porque razão foi José vendido como escravo?

Algumas das histórias bíblicas que desde a infância nos foram ensinadas e nos habituamos a rever, parecem ter aquele componente extra de fascínio que nos impossibilita de a esquecer por completo com o passar do tempo. Talvez um ou outro ligeiro pormenor vá escapando; mas em linhas gerais - e tantas vezes mais do que isso! - somos capazes de a relatar com toda a fidelidade.

Aquilo que pode também acontecer, é o nosso entendimento e perceção se apurarem com essas recapitulações, de forma a retirar dessas histórias ensinamentos mais profundos. O resultado de ler, reler, refletir e buscar outros textos que tenham alguma ligação. É o que quero sugerir com a impressionante história de José, filho de Jacó.

Podemos dizer que este valente e fiel homem, tanto na juventude como na fase adulta, teve uma vida difícil... mesmo antes de nascer! Vemos isso pelo fato de sua mãe, Raquel, ter tido grandes dificuldades em engravidar, o que lhe provocava grande sofrimento na família de Jacó, apesar de ser a sua esposa preferida (Génesis 29:30).

Finalmente, Raquel recebe a bênção de Deus e alcança um filho varão, José (30:22, 23).

Imagine o que terá sido a infância de José: único filho da esposa preferida, acarinhado (talvez deva dizer mimado...) em excesso por seu pai, enquanto as outras mães (Lea, Bilha e Zilpa) e filhos (que já eram dez!) assistiam a tudo bem de perto. Muito menos terá ajudado a clara preferência demonstrada por Jacó pelo filho de Raquel, ao oferecer-lhe uma bela e colorida túnica (37:3). Por isso os dez irmãos e tratavam com indiferença e algum desprezo, não lhe falando amavelmente (37:4).

Após o clima ter ficado pior com o relato dos sonhos de José (37:8, 10, 11), surgiu aos irmãos de José a grande oportunidade de se verem livres dele: longe de casa, sem a presença do pai, sequestraram José, aguardando melhor ideia para dar seguimento ao plano. Julgando cobardemente que poderiam dessa forma lavar as mãos, resolveram vender José como escravo a uma caravana de ismaelitas (primos deles) que por ali passava. Assim, José seguiu para o Egito, passando de filho preferido a prisioneiro e, pior ainda, escravo.

Por isso, levanto a pergunta: porque razão foi José vendido como escravo?

Se você, caro leitor tomou conhecimento desta história pela primeira vez aqui, poderá pensar que a resposta é: devido à inveja e ódio de seus irmãos. Também, mas não só!

Já no Egito, José continua com as suas aventuras incríveis. Resumindo, ele começa por ser servo em casa de um oficial de Faraó, onde é abençoado por Deus e prospera (39:1, 2). Acusado de forma mentirosa, é lançado numa cruel prisão (39:20). Ali, Deus não o abandonou e através de uma série de interpretações que lhe concedeu de sonhos (40:1-23), levou-o à mais alta sala da nação, o trono do Faraó.

O governante egípcio estava perturbado com dois sonhos que constantemente o abalavam (41:8). Sabendo que José já tinha ajudado outros, contou-lhe os seus pesadelos. José, começando por glorificar o Deus que sabe tudo (41:16), informou Faraó que Deus o tinha avisado do que sucederia no futuro próximo: sete anos de fartura seguidos de sete anos de fome (41:29, 30). O Faraó, sabiamente, viu no prisioneiro alguém capaz de, dirigido por Deus, liderar a nação nos planos para evitar que a fome destruísse o Egito (41:38-41).

Então, poderemos pensar que Deus permitiu que José fosse levado cativo para o Egito para liderar essa grande nação na luta contra a fome. Também, mas não só!

A fome, estendeu-se para além das terras egípcias, atingindo Canaan, onde viviam... Jacó e sua família. Por isso, o patriarca enviou os filhos (exceto Benjamim, o filho que Raquel lhe dera depois de José) para comprarem mantimento das posses do Faraó (42:2). Eles foram e após uma série de enigmas, através dos quais José testou os irmãos, finalmente, toda a família se reuniu em casa de José, no Egito (47:11, 12).

Será que, então, José foi vendido como escravo para salvar a sua família e outras nações vizinhas? Mais uma vez, também, mas não só!

Talvez a mais profunda das razões seja aquela que é trazida à luz após um continuado e diligente estudo das Escrituras. Descubra-a de seguida, num simples raciocínio!

Vejamos a lista dos filhos de Jacó, irmãos de José: Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dan, Naftali, Gad, Aser, Issacar, Zebulon e Benjamim.

No seu leito de morte, Jacó proferiu a seguinte declaração (profecia) sobre Judá, seu quarto filho: 'o cetro não se arredará de Judá, nem o legislador de entre seus pés' (Gênesis 49:10).

Consultemos agora Lucas 3 e atentemos para a genealogia de Jesus. Nos versos 33 e 34 é feita menção a... Judá, filho de Jacó! Jesus é descendente de Judá, da casa de Jacó.

O plano da salvação, traçado bem antes de Jacó ou Judá existirem - '... Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo' (Apocalipse 13:8) - passava pela casa de Judá, que seria ameaçada pela fome de sete anos que assolaria toda a região. Deus, conhecendo bem o Egito e vendo ali os recursos necessários à manutenção da vida, viu em José os traços de caráter ideais para ser por Si usado na salvação de muitos e, principalmente, na proteção do plano da salvação!

Veja em Génesis 45:5 as palavras de José: '... para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face'. Pergunta-se: conservação da vida de quem? Novamente as palavras de José (45:7): '... para conservar a vossa sucessão na terra...'.

Caro leitor, não só mas também, Deus permitiu que um adolescente de 17 anos fosse vendido como escravo pelos próprios irmãos... por minha e por sua causa! O plano da salvação concretizado na Pessoa de Jesus seria afetado caso a família de Jacó perecesse. Através da fidelidade do jovem José, Deus providenciou que isso não acontecesse.

Um dia na eternidade poderá agradecer a José pela sua coragem, perseverança e determinação. Mas agradeça ainda mais a Deus pela maneira impressionante como Ele, vendo o futuro desde o passado, providenciou que o Seu plano para o redimir não sofresse desvio algum.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Podem pessoas que já foram espíritas exercer cargos de
liderança na igreja?


O efeito negativo do espiritismo sobre o discernimento espiritual do ser humano é tratado por Ellen White no livro Primeiros Escritos, págs. 101 e 102, em que é dito o seguinte: “Deus não confiará o cuidado do Seu precioso rebanho a homens cuja mente e discernimento tenham sido enfraquecidos por erros anteriores que acariciavam, tais como os assim chamados perfeccionismo e espiritismo, e que, por sua conduta quando nesses erros, infelicitaram-se a si mesmos e levaram opróbrio sobre a causa da verdade. Embora se sintam agora livres de erro e capacitados para ir e ensinar esta última mensagem, Deus não os aceitará. Ele não confiará almas preciosas aos seus cuidados; pois o seu juízo ficou pervertido enquanto estiveram no erro, e está agora debilitado. Aquele que é Grande e Santo é um Deus zeloso, e deseja que os homens que levam a Sua verdade sejam santos. A santa lei anunciada por Deus do Sinai é parte de Si próprio, e somente homens santos que sejam seus estritos observadores honrá-Lo-ão ensinando-a a outros.”
Quando a Sra. White diz que Deus não aceitaria pessoas envolvidas com o perfeccionismo e o espiritismo, isto não implica uma exclusão do acesso à salvação, mas apenas a não concessão de funções de liderança entre o povo de Deus. Ao mesmo tempo que ela diz que “embora se sintam agora livres de erro” (estado de salvação), ela também acrescenta que Deus “não confiará almas preciosas aos seus cuidados” (desqualificação para liderança). Tais pessoas não deveriam exercer funções de liderança na igreja, “pois o seu juízo ficou pervertido enquanto estiveram no erro, e está agora debilitado”.
Não cremos, portanto, que todas as pessoas que já se envolveram com as falsas teorias acima mencionadas (incluindo o espiritismo) estejam automaticamente desqualificadas para cargos de liderança na igreja. Essa restrição se limita apenas àqueles cujo juízo continua “pervertido” e “debilitado” em decorrência de tais envolvimentos. Mas isso não limita de nenhuma forma o seu acesso à salvação, pois no livro O Grande Conflito, pág. 665, é dito que “mais próximo do trono” estarão “os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa”.
Serão salvas as crianças que morreram antes de
atingirem a idade da razão?


Alberto R. Timm (publicado na Revista do Ancião out-dez 2006)

A possibilidade dessas crianças serem salvas parece, à primeira vista, descartada pelas afirmações de que “quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado” (Mar. 16:16), e que, para crer, é necessário entender o evangelho (Rom. 10:12-15). Na tentativa de resolver esse dilema, a Igreja Católica e mesmo alguns reformadores (inclusive Lutero) argumentavam que Deus concede o “dom” da fé a um bebê que for batizado, sendo assim salvo da culpa do “pecado original” de Adão. Mas essa proposta é inaceitável, pois as Escrituras ensinam que os seres humanos herdam apenas a natureza pecaminosa, sem que lhes seja atribuída a “culpa” do pecado de Adão. Além disso, a Bíblia não recomenda a prática do batismo infantil nem reconhece o caráter sacramental desse rito. No entanto, a experiência do ladrão que se converteu na cruz (Luc. 23:39-43) confirma que entre os remidos estarão pessoas que não tiveram condições de ser batizadas. Nessa categoria estão as crianças que morreram antes de atingirem a idade ideal para o batismo. A salvação das crianças é uma questão que transcende à mera questão do batismo. Se os pecadores são justificados unicamente pela fé em Cristo (Rom.5:1 e 2; cf. João 14:6), como pode uma criança que não exerceu conscientemente tal fé ser justificada para a salvação?
As declarações de Ellen G. White nos livros Mensagens Escolhidas, vol.2, págs. 259 e 260 (tópico “As Crianças na Ressurreição”); ibid., vol. 3, págs. 313-316 (capítulo “Perguntas a Respeito dos Salvos”); e Eventos Finais, págs. 253 e 254 (tópico “A Salvação de Criancinhas e de Imbecis”) revelam pelo menos três conceitos fundamentais sobre a salvação de crianças que morreram em tenra idade. Um deles é que os filhos de pais crentes serão salvos, pois a fé dos pais é extensiva aos filhos que ainda não atingiram a idade da razão. É-nos assegurado que “a fé dos pais que crêem protege os filhos, como sucedeu quando Deus enviou Seus juízos sobre os primogênitos dos egípcios” (Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 314). Os pais crentes podem ter a certeza de que esses pequeninos lhes serão devolvidos na gloriosa manhã da ressurreição. “Ao surgirem os pequenos, imortais, de seu leito poento, imediatamente seguirão caminho, voando, para os braços maternos. Reencontrar-se-ão, para nunca mais se separarem“ (ibid., vol. 2, pág. 260) Outro conceito fundamental é que no céu estarão também criancinhas cujos pais não serão salvos, e que elas serão cuidadas pelos próprios anjos até atingirem a estatura necessária para se manterem sozinhas. Ellen White declara que “muitos dos pequeninos, porém, não terão mãe ali. Em vão nos pomos à escuta do arrebatador cântico de triunfo por parte da mãe. Os anjos acolherão os pequeninos sem mãe e os conduzirão para junto da árvore da vida” (ibid.). Em contraste com a fé dos pais crentes que é extensiva aos filhos em tenra idade, não existe qualquer possibilidade de os pais incrédulos protegerem seus filhos desta forma. A salvação de tais crianças é, por conseguinte, um ato exclusivo da graça de Deus, a respeito do qual não é apropriado conjecturar. Um terceiro conceito fundamental é que “não podemos dizer se todos os filhos de pais descrentes serão salvos, porque Deus não tornou conhecido o Seu propósito a respeito desse assunto” (ibid.,vol. 3, pág. 315). Ellen White esclarece também que, por ocasião da primeira ressurreição, “todos saem do túmulo com a mesma estatura que tinham quando ali entraram”, e que, durante o milênio, “os remidos crescerão até à estatura completa da raça em sua glória primitiva” (O Grande Conflito, págs. 644-645). Como, então, Ellen White pôde ver, em sua primeira visão, a presença de crianças ainda na nova terra (ver Primeiros Escritos, pág. 19)? É provável que as cenas dessa visão tenham sido descritas tematicamente em Primeiros Escritos, sem a mesma precisão cronológica que caracteriza o conteúdo de O Grande Conflito.
Portanto, entre os salvos estarão os filhos que morreram em tenra idade cujos pais se salvarão, bem como outras criancinhas cujos pais se perderão. Durante o milênio essas crianças, juntamente com os demais remidos, crescerão até atingirem a estatura original da raça humana.
Até quando Satanás teve oportunidade para se arrepender?

Alberto R. Timm
(publicado na revista do ancião em abr - jun 2003)

Algumas pessoas crêem que o tempo da graça para Satanás só se esgotou na cruz (João 19:30), pois ainda nos dias de Jó ele participou com "os filhos de Deus" de uma reunião "perante o Senhor" (Jó 1:6-8). Mas a descrição desse episódio não sugere que a reunião haja ocorrido necessariamente nas cortes celestiais, e muito menos que Satanás, depois de expulso do céu (Apoc. 12:7-9), ainda tivesse acesso à salvação. Ellen White esclarece que o tempo da graça para Satanás e seus anjos esgotou-se com a expulsão deles do céu. Ela declara que "Deus, em Sua grande misericórdia, suportou longamente a Satanás", e que "reiteradas vezes lhe foi oferecido o perdão, sob a condição de que se arrependesse e submetesse", mas ele jamais aceitou os apelos da misericórdia divina (O Grande Conflito, págs. 495 e 496). Havendo perdido sua posição nas cortes celestiais, Satanás ainda solicitou para ser readmitido no céu, mas Cristo lhe disse que isto seria impossível. O próprio Satanás deixou a presença de Cristo "plenamente convencido de que não havia possibilidade de ser reintegrado no favor de Deus" (História da Redenção, págs. 27). De acordo com a Sra. White, após os anjos caídos deixarem o céu, "não havia possibilidade de esperança de redenção para estes que haviam testemunhado e compartilhado da glória inexprimível do Céu, tinham visto a terrível majestade de Deus e, em face de toda esta glória, ainda se rebelaram contra Ele. Não haveria novas e maravilhosas exibições do exaltado poder de Deus que os pudessem impressionar tão profundamente como aqueles que já haviam testemunhado." (No Deserto da Tentação, págs. 25 e 26).