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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Edição 2151 / 10 de fevereiro de 2010

VEJA.com
Especial

Dilúvio... 45ºdia

Almeida Rocha/Folha Imagem
DEPOIS DA CHUVA, O CAOS
O rastro de destruição na Vila Guarani, na Zona Leste de São Paulo, onde a enxurrada matou duas pessoas:
a ocupação irregular das margens de córregos e rios agrava o problema das enchentes.
Há um mês e meio, os 11 milhões de habitantes de São Paulo vivem um drama que parece não ter fim – nem solução. Diariamente, a cidade é castigada por temporais intensos, que duram em torno de duas horas e instauram o caos. A chuva causa congestionamentos monstruosos no trânsito, deixa bairros inteiros alagados e sem eletricidade, derruba casas e árvores e, até a sexta-feira passada, havia provocado a morte de 14 pessoas, carregadas pela enxurrada, vítimas de desabamentos ou queda de árvores. Em janeiro, o volume de água que se abateu sobre São Paulo foi de 480,5 milímetros. Isso representa o dobro da média histórica de janeiro e o maior volume registrado desde 1947 nesse mesmo mês. São Paulo é o epicentro das chuvas torrenciais que atingiram também outras áreas do Sul e do Sudeste do país. São Luiz do Paraitinga, cidade paulista no alto da Serra do Mar, foi devastada por uma enchente que destruiu dezenas de construções do século XVII tombadas pelo patrimônio histórico. Também no interior paulista, Campinas, Sorocaba, São José do Rio Preto e Atibaia sofreram com os temporais. Em Angra dos Reis, no estado do Rio, deslizamentos de terra causados pela chuva no Ano-Novo soterraram casas e mataram 53 pessoas. Deu-se o recorde de extensão de deslizamentos em encostas de mata preservada na história da cidade.

No Rio Grande do Sul, cidades com volume de chuva médio de 100 milímetros no mês de janeiro, como Santa Maria, Santiago e São Luiz Gonzaga, foram castigadas com índices de 400 milímetros. A lavoura de arroz gaúcha sofreu perda de 1 milhão de toneladas de grãos, o suficiente para suprir a demanda do Brasil inteiro por um mês. Em Minas Gerais, nada menos que 52 cidades decretaram situação de emergência por causa da chuva. Em nenhuma cidade, contudo, os efeitos da chuvarada foram sentidos de forma tão constante quanto em São Paulo, a maior cidade do Hemisfério Sul e polo econômico que produz 12% do PIB do Brasil.

O brasileiro que vive no Sul ou no Sudeste está habituado às previsíveis chuvas de verão. Mas não a essa cortina de água que se repete dia após dia como se fosse uma reedição do dilúvio bíblico (que, por sinal, se prolongou por quarenta dias, tempo já ultrapassado pelo dilúvio paulistano). A pergunta que todos se fazem é por que chove tanto em um único lugar. A resposta mais curta é que existe uma conjunção excepcional de fatores meteorológicos, cada um deles contribuindo para a continuidade do aguaceiro. Já a devastação que as águas provocam, por meio de alagamentos e enxurradas, é também consequência do perfil geográfico da cidade e das características da urbanização conduzida através dos anos. No que diz respeito à meteorologia, a chuva resultou de três fenômenos. O primeiro é o fluxo de ar úmido que todo ano segue da região amazônica em direção ao Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil. Esse fluxo é intensificado pela evaporação das águas do Oceano Pacífico na região equatorial e do Oceano Atlântico no Caribe. Pois bem. Neste verão, o efeito El Niño aqueceu as águas do Pacífico equatorial em 2 graus. As águas do Caribe, por sua vez, também estão 1 grau mais quentes. A maior temperatura aumentou ainda mais a intensidade da umidade vinda do Norte, tornando-a mais propensa a provocar chuvas fortes.

O segundo fator que concorreu para a formação de temporais em São Paulo e no Sudeste foi o aquecimento do Atlântico – em 1,5 grau – na sua porção próxima à costa do Sudeste brasileiro. Isso faz com que a brisa marinha que chega ao planalto paulista, onde se localiza a capital, favoreça a ocorrência de fortes pancadas de chuva, principalmente no fim da tarde. O terceiro fator é o calor na cidade de São Paulo em janeiro. As temperaturas foram mais altas que a média do mês de janeiro nas últimas seis décadas. O calor favorece o aquecimento do solo, que por sua vez esquenta o ar. Este fica mais leve e sobe, formando nuvens carregadas. É um ciclo infernal de retroalimentação.

As chuvas fortes não causariam tantos problemas em São Paulo caso a cidade tivesse sido preparada para elas. Na virada do século XIX para o XX, impulsionada pela riqueza produzida pelo café e pelas indústrias, São Paulo deixou de ser uma vila provinciana para assumir sua vocação de metrópole. A partir daí, seus governantes optaram por canalizar boa parte de seus córregos e rios, transformando-os em galerias pluviais no subsolo da cidade. Sobre essas galerias foram construídas grandes avenidas, como 9 de Julho, 23 de Maio, Juscelino Kubitschek e Pacaembu. As galerias subterrâneas coletam a água da chuva dos bueiros e a levam para galerias maiores, que a despejam no Rio Tietê. Nesse processo, as enchentes ocorrem de duas formas. A primeira é quando o volume de água é maior do que aquele que as galerias comportam. Nesse caso, a água volta à superfície e causa alagamentos. A segunda é quando os próprios rios não comportam o volume de água despejado em seus leitos, e transbordam.

Para retardar a chegada da água aos rios há os chamados piscinões, grandes reservatórios subterrâneos que hospedam temporariamente as enxurradas. A quantidade de piscinões em São Paulo, porém, é insuficiente. O lixo jogado nas ruas também colabora para as enchentes, mas, segundo especialistas, é um fator secundário. "O problema real é o volume de chuvas em tantos dias consecutivos, que satura o solo e as galerias", diz o engenheiro Aluisio Canholi, coordenador técnico do Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê e especialista em drenagem urbana. A ocupação urbana das várzeas de rios, por sua vez, produz enchentes crônicas. Quando o volume do rio sobe, devido às chuvas, ele alaga as várzeas naturalmente. Se essa área estiver ocupada, as casas vão sempre se alagar. É o caso do Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, construído às margens do Rio Tietê, que está há dois meses sob as águas. Para o bairro voltar ao normal é preciso que o nível do rio abaixe. Como diz a Carta ao Leitor desta edição de VEJA, tragédias como a do Jardim Pantanal despertam revoltas legítimas na população e fatalmente são exploradas politicamente. O prestígio popular do presidente americano George W. Bush entrou em queda livre devido ao modo desastroso com que ele lidou com a destruição de Nova Orleans pelo furacão Katrina. Veja na página 72 como o PT pretende usar as enchentes de São Paulo como peça de propaganda política contra o governador José Serra, provavelmente o candidato da oposição à Presidência da República.

Fotos Jim Watson/AFP e Evelson de Freitas/AE
DESASTRE POLÍTICO
Em 2005, George W. Bush revelou-se um presidente de reação lenta diante do furacão Katrina
(à esq). José Serra, governador de São Paulo, vistoria uma cratera aberta pela chuva
na Rodovia Castelo Branco


Não há cidade que passe incólume por chuvas da intensidade das que desabaram sobre São Paulo neste início de ano. O que os governos podem fazer – e muitas vezes deixaram de fazer – é encontrar meios de minimizar os danos, evitar alagamentos prolongados e garantir que a tormenta atrapalhe o mínimo a vida de seus habitantes. Os especialistas calculam que um único dia de chuvas torrenciais em São Paulo, com alagamentos, cause um prejuízo de 95 milhões de reais só com engarrafamentos no trânsito. O engenheiro Aluisio Canholi afirma que 80% do total de perdas econômicas decorre dos congestionamentos de trânsito. Motoristas, mercadorias e bens ficam parados no trânsito, ilhados em pontos de alagamento. Nos outros 20% da conta entram fatores como perdas materiais e desvalorização dos imóveis situados em áreas sujeitas a inundações. As ações necessárias para amenizar as enchentes em São Paulo são conhecidas. O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Miguel Luiz Bucalem, resume o que é preciso fazer:

construir mais piscinões. Na Bacia do Alto Tietê, onde fica a cidade de São Paulo e outros 35 municípios, há 45 piscinões. Número insuficiente.

aumentar a permeabilidade da cidade ampliando suas áreas verdes. A terra dos parques ao longo de córregos e rios absorve a água caso o rio transborde.

reforçar as galerias que transportam a água da chuva. Em regiões antigas da cidade, elas são muito estreitas porque foram construídas quando a cidade era menos urbanizada e havia mais solo para absorver a água.

transferir para locais seguros os moradores que vivem em áreas de risco, como o Jardim Pantanal.

coletar o lixo na hora certa, para que ele não se espalhe pelas ruas com a chuva.

usar mais pisos com capacidade de drenagem. Estacionamentos e calçadas podem ser construídos com pisos que deixem a água da chuva ir para o lençol freático, e não para os bueiros.

Em 1947, quando ocorreu o recorde pluviométrico num mês de janeiro em São Paulo, a cidade tinha 2,2 milhões de habitantes e a chuva provocou problemas similares aos atuais, embora em escala menor. O principal fator pelo qual os relatos de tragédias em 1947 são menores que os registrados hoje é a forma de ocupação da cidade. Com ruas de terra, várzeas e lagoas pluviais às margens do Tietê, a água da chuva era mais facilmente escoada e drenada. Poucas horas depois da chuva, portanto, a cidade voltava ao normal. "Embora a chuva causasse danos, ela não criava pânico na população, como acontece hoje", diz o geógrafo Adler Guilherme Viadana, da Universidade Estadual Paulista. Hoje, ao contrário, é compreensível que os paulistanos encurralados pela água olhem em pânico para as nuvens de chuva no céu.

Com reportagem de Alexandre Salvador, Carolina Romanini, Laura Ming, Maria Paola de Salvo e Paula Neiva

Fotos Arquivo Agencia Estado
1950
A HISTÓRIA SE REPETE
Alagamento na Rua 25 de Março,
no centro da cidade,...



1960
...no bairro do Cambuci, na Zona Sul,...


1970
...e na Marginal do Rio Tietê

quinta-feira, 15 de outubro de 2009


15/10/09 - 08h22 - Atualizado em 15/10/09 - 08h22

Pólo Norte deve virar mar em dez anos

Segundo cientistas, gelo vai ocupar apenas uma pequena área da Groenlândia.

O Pólo Norte vai virar mar, mar aberto e navegável, no verão de 2019. Daqui a dez anos.

A previsão assustadora é de cientistas britânicos.

A equipe de exploradores passou os três primeiros meses do ano fazendo pesquisas no Oceano Ártico. Eles percorreram 435 quilômetros e mediram a profundidade do gelo. Em vários pontos, a camada de gelo tem menos de dois metros.

Segundo os cientistas, em uma década, o gelo vai ocupar apenas uma pequena área da Groenlândia. O derretimento poderá causar inundações que vão afetar um quarto da população mundial.

Fonte: Bom dia Brasil edição do dia 15/10/2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

23/09/09 - 14h01 - Atualizado em 23/09/09 - 15h01

Derretimento de gelo na Antártida e na Groenlândia está mais rápido

Dados de satélite da Nasa detalham ação de glaciares, os ‘rios de gelo’. Geleiras antárticas estão perdendo 9 metros por ano.

Do G1, em São Paulo

Foto: British Antarctic Survey

50 milhões de medições do satélite ICESat da Nasa indicam 'afinamento' maior do gelo (Foto: British Antarctic Survey)

Pesquisa do British Antarctic Survey (BAS) e da Universidade de Bristol publicada nesta quarta-feira (23) pela revista “Nature” aponta uma aceleração da perda de gelo via glaciares da Antártida e da Groenlândia. No caso do continente antártico, os cientistas analisaram 43 milhões de dados colhidos por satélites da Nasa, a agência espacial americana. Para avaliar a situação na Groenlândia, foram 7 milhões de medições. Nos dois casos, o período analisado é de 2003 a 2007.

Um glaciar é um “rio de gelo” alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper no oceano na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma de gelo. Plataforma é a extensão plana, flutuante, dos mantos de gelo, com espessura de 100 a 1.000 metros. Um manto de gelo é a capa de até 4 quilômetros que cobre a rocha. Flui do centro do continente em direção à costa, onde alimenta plataformas.

Foto: British Antarctic Survey (BAS)

Glaciar é um rio de gelo alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper no oceano na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma de gelo (Foto: British Antarctic Survey (BAS))

Os cientistas chegaram a concluões nada animadoras: essa “dinâmica de afinamento” atinge, agora, todas as latitudes da Groenlândia; ela se intensificou em áreas costeiras estratégicas da Antártida; para piorar, está também penetrando profundamente o interior dos mantos. Na Groenlândia, os especialistas estudaram 111 glaciares que se movem rapidamente e localizaram 81 afinando em um ritmo duas vezes mais veloz do que o de glaciares de movimento lento, na mesma altitude. Também descobriram que a perda de gelo em muitas geleiras da Antártida e da Groenlândia é maior do que o ritmo de queda de neve no interior dos territórios. Na região antártica, as geleiras que afinam mais rápido são a da Ilha Pine, a Smith e a Thwaites. A perda de gelo ocorre a um ritmo de 9 metros por ano.

"Em alguns casos o afinamento se estende centenas de quilômetros em direção ao interior "

“Fomos surpreendidos ao ver um padrão tão forte de afinamento das geleiras em uma área costeira tão vasta”, afirmou Hamish Pritchard, coordenador do estudo e membro da BAS. “A diluição é disseminada e em alguns casos o afinamento se estende centenas de quilômetros em direção ao interior.”

A equipe de Pritchard avalia que correntes marítimas mais quentes em contato com a costa e derretendo a área frontal dos glaciares é a causa mais provável do fluxo mais acelerado das geleiras em direção ao oceano. “Essa forma de perda de gelo é tão parcamente compreendida que permanece a parte mais imprevisível do futuro aumento do nível dos oceanos”, completa Pritchard.

Foto: British Antarctic Survey

Em vermelho, as áreas de afinamento (Mapa: British Antarctic Survey)

O satélite que forneceu as informações analisadas foi o ICESat (Ice, Cloud and Land Elevation Satellite), lançado em janeiro de 2003, que cumpre uma órbita polar.

A BAS , com sede em Cambridge, mantém 5 estações de pesquisa na Antártida, dois navios e cinco aeronaves.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Solução simples para o aquecimento global

O movimento 10:10 apoiado pelo Guardian é uma maneira maravilhosa de capacitar as pessoas comuns a participar do grande movimento de mitigar o aquecimento global. Nós não podemos esperar até que os governos estejam iluminados o suficiente para legislar e superar as emissões de carbono. As questões são urgentes. Temos que agir agora, sem qualquer atraso. O poder da opinião pública e da ação popular terá um forte impacto sobre a conferência sobre o clima a decorrer em Copenhagem.

Uma coisa que podemos facilmente fazer para alcançar este objetivo: podemos declarar o domingo um dia livre de combustível fóssil ou um dia de baixo carbono ou, pelo menos um dia de economia de energia. Podemos começar esta semana, este mês ou em 2010. Podemos começar individualmente e coletivamente. A longa viagem para reduzir as emissões de dióxido de carbono pode começar aqui e agora. Há não muito tempo o domingo era usado para ser um dia de descanso, um dia de renovação espiritual, um dia para as famílias se reunirem, mas mudamos o domingo de um dia de descanso para um dia de compras, vôos e direção de carros. No entanto, no contexto das emissões excessivas de dióxido de carbono na atmosfera, que estão trazendo transformações catastróficas, podemos e devemos restaurar o domingo para ser um dia de Gaia, um dia para a Terra. [grifo acrescentado]

Não haverá grandes dificuldades em reduzir o uso de todos os não-essenciais e não-urgentes combustíveis fósseis para um dia por semana. Podemos facilmente fechar supermercados, lojas e postos de gasolina. Podemos reduzir a nossa mobilidade ao estritamente necessário e sem prejudicar a economia de qualquer forma. Podemos desfrutar o domingo, mais uma vez, com a nossa família e amigos. Podemos participar de jardinagem, escrever, pintar, caminhar, fazer pão ou simplesmente passar o tempo na contemplação. Isto será bom para a nossa saúde pessoal, bem como para a saúde do planeta. Teremos tempo para nossos amigos, tempo para brincar com os nossos filhos e tempo para a família. De repente podemos reduzir 10% das nossas emissões de carbono na atmosfera fazendo do domingo um dia de baixo carbono e ao mesmo tempo, tornar-nos mais saudáveis e felizes. Então, vamos fazer do domingo um dia de descanso e renovação, em vez de um dia de viagem e trabalho.

O aquecimento global ou as mudanças climáticas são apenas um sintoma do nosso profundo desejo de consumir, consumir e consumir. O problema externo das emissões de carbono está relacionada com o problema interno do desejo. Se ficarmos numa corrida exaustiva 24 horas, sete dias por semana, somos obrigados a poluir o nosso espaço interior, bem como o espaço exterior. A velocidade é a maldição da civilização moderna. A solução para o aquecimento global é simples: diminuir o ritmo. Devagar é bonito. Mesmo se não podemos diminuir todo dia, pelo menos, desacelerar no domingo.

Se você é um cristão então o domingo lento deve ser natural para você, se você é um muçulmano, faça da sexta-feira seu dia de baixa emissão de carbono, se você é judeu, então o sábado pode ser o seu dia para economizar energia, se você seguir uma forma secular de vida, então escolha o seu próprio dia de carbono-livre. Pelo menos no domingo, nós podemos ser cidadãos e não consumidores.

Fonte: Guardian

Spots da "Guerra contra o clima"

O presidente norte-americano Barack Obama desafiou o mundo na terça-feira a agir com presteza para combater o aquecimento global, mas não ofereceu novas propostas que pudessem relançar as conversações sobre um pacto climático da ONU, que enfrentam um impasse.
...
"A resposta dada por nossa geração a este desafio será julgada pela história, pois, se deixarmos de fazer frente a ele -com ousadia, presteza e união- corremos o risco de legar uma catástrofe irreversível às gerações futuras," disse ele.

"O tempo que temos para reverter esta maré está se esgotando."
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O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que convocou a reunião, disse que as conversações estão procedendo muito lentamente.

"Deixarmos de fechar um pacto amplo em Copenhague seria moralmente indesculpável, um ato de miopia econômica e inconveniência política," disse Ban.

"Não podemos seguir por esse caminho. Se aprendemos alguma coisa com as crises do último ano, é que nossos destinos estão interligados," disse ele.
...
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, disse que as negociações estão "perigosamente próximas de um impasse" e correm o risco de um "colapso amargo" se não houver progressos mais rápidos. (
O Globo)
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Martin Kaiser, diretor de políticas climáticas da entidade Greenpeace, disse que o presidente tem permitido que "interesses velados" afetem suas promessas.

"Esta é a oportunidade para que Obama seja um líder global e sinalize para o restante do mundo que os EUA irão assumir sua parcela justa no esforço para cortar as emissões de gases do efeito estufa nos próximos dez anos", disse Kaiser em nota. (
O Globo)
...
Para Ban, a cúpula em Nova York é uma tentativa de injetar ânimo nas negociações sobre o clima, que atualmente estão emperradas.

"Suas decisões terão consequências", afirmou. "O destino das futuras gerações, e as esperanças e o sustento de bilhões de pessoas hoje em dia estão, literalmente, nas mãos dos senhores." (
BBC)

Imagem: BBC


Tempestade de areia "pinta" Austrália de vermelho

O fenômeno deixou Sydney paralisada pela manhã

Por: Redacção /RGB 23-09-2009 11: 29


Sydney amanheceu esta quarta-feira sob um manto vermelho. Uma grande tempestade de areia deixou a maior cidade da Austrália no meio de uma espectacular penumbra vermelha que paralisou a cidade ao início da manhã.

Veja aqui as fotos

Os transportes públicos foram suspensos e as autoridades sanitárias emitiram um alerta a avisar para que os cidadãos com problemas respiratórios e problemas de coração não saíssem à rua.

O tom vermelho da nuvem de areia dava a impressão que a cidade estava a viver um grande incêndio florestal. De acordo com a agência Efe, a cor da penumbra suavizou passado algumas horas adquirindo o tom amarelado.

A tempestade de areia, oriunda do deserto do interior do país, começou durante a noite e afectou grande parte do Estado de Nova Gales do Sul, com ventos superiores a 100 quilómetros por hora.

Os meteorologistas já advertiram que a tempestade continuará durante as próximas horas com ventos com cada vez maior intensidade. O fenómeno foi atribuído à seca que afecta vastas zonas do país.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Chefe da ONU diz que ritmo da mudança climática é "alarmante"

Brett Young, Portal Terra

NOVA YORK - O impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo "alarmante" e medidas urgentes devem ser tomadas, disse nesta quarta-feira o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

"O que é assustador é que os cientistas estão agora revendo suas previsões, reconhecendo que o impacto da mudança climática está acelerando em um ritmo muito mais rápido", disse Ban, referindo-se ao novo relatório que está em andamento do Painel Intergovernamental da Mudança Climática.

"Isso é muito sério e alarmante. É por isso que eu tenho pedido que se nós tomarmos qualquer ação, devemos agir agora, não importa de onde você venha. Países ricos e pobres, nós devemos resolver essa questão juntos", disse Ban no seminário.

O pedido por urgência feito pelo chefe da ONU repete seu discurso em uma conferência de negócios no último fim de semana na Dinamarca. Líder mundiais se encontraram em Copenhague para discutir políticas climáticas de longo prazo, antes de uma conferência da ONU em dezembro com o objetivo de formalizar um novo acordo que substitua o Protocolo de Kyoto.

Reportagem da Reuters

07:52 - 27/05/2009

terça-feira, 19 de maio de 2009

Países que atrapalharem acordo global sobre o clima correm risco de isolamento

O alerta foi feito pelo ministro do Meio Ambiente britânico, Ed Milliband. Ele acredita que o isolamento internacional seria resultado dos compromissos assumidos por Barack Obama em prol do meio ambiente.

Tais compromissos estariam aumentando significativamente as perspectivas de se chegar a um acordo global na conferência sobre o clima da ONU, que será realizada em dezembro, em Copenhague.

Em sua campanha, Barack Obama se comprometeu a criar "empregos verdes" e a buscar um acordo global de combate às alterações climáticas. O ex-presidente George Bush rejeitou o protocolo de Kyoto, argumentando que prejudicaria os interesses comerciais dos EUA.

Fonte - Opinião e Notícia

Nota DDP:
Os eventuais contornos fáticos da profecia e os instrumentos para que os mesmos seja operacionalizados parecem se estabelecer de forma cada vez mais clara.

Apocalipse 13:17
para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.


Veja ainda "EUA e China já negociam novo tratado climático".

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Luzes desligadas em todo o mundo contra o aquecimento global

28/03/09 - 20h47

Foram 88 os países que aderiram ao movimento contra o aquecimento do planeta com uma ação muito simples: o apagar de luzes por uma hora neste sábado.

Alguns dos monumentos mais famosos da humanidade podem ficar ainda mais bonitos assim.

Os australianos festejam em dobro, porque tudo começou lá. Em 2007, Sydney foi a primeira cidade do planeta que decidiu ficar por uma hora no escuro. Apagar as luzes se revelou uma idéia brilhante.

Dois anos depois, o gesto simples é adotado por quatro mil cidades em 88 países. Em qualquer fuso-horário, 20h30 é a hora do planeta. Em Hong Kong, mais de mil prédios ficaram de olho no relógio e com o dedo no interruptor.

Pequim se mostrou ao mundo iluminada nas últimas olimpíadas. Desta vez, o Ninho do Pássaro e o Cubo d'Água mergulharam na escuridão. E a China ficou no escuro, enquanto a terra girava e a noite chegava a outros lugares do mundo.

Em Portugal, o principal monumento a ter as luzes apagadas foi a Torre de Belém. De lá partiram as caravelas que descobriram o Brasil. As autoridades dizem que a economia de energia durante uma hora é insignificante. Mas o efeito dessa escuridão é outro: é uma poderosa mensagem simbólica contra o aquecimento global.

Em dezembro, os líderes mundiais se reúnem numa nova conferência do clima, em Copenhagen. Vão levar estas imagens na memória. Foram 60 minutos muito especiais, mesmo para quem tem 4.500 anos, como as pirâmides.

A Grécia foi o país que proporcionalmente mais aderiu. O berço da civilização quer que o mundo pare para pensar. O Coliseu sumiu para mostrar que Roma continua eterna, mesmo à luz de velas.

O Big Ben não se atrasou nem um segundo. E até a Cidade Luz acha que é hora de mudar. A Torre Eiffel viveu um dos momentos mais brilhantes de sua história.

Efeitos do aquecimento global


A Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou, nesta quarta-feira, que as geleiras do Pólo Norte vão durar menos do que se esperava.

A imensidão de neve no Pólo Ártico parece inesgotável. Mas basta mudar o ângulo para notar a ameaça no ponto extremo do planeta.

Cientistas da Nasa reexaminaram fotos de satélite e dados e concluíram que o gelo da calota polar pode derreter totalmente no verão de 2012.

A última previsão era de que o degelo total da calota polar aconteceria entre os anos de 2040 e 2100. Segundo os cientistas da Nasa, a nova previsão já é resultado do aquecimento global, que provoca reações muito mais rápidas do que se esperava.

Uma animação da Nasa mostra a velocidade com que o gelo derreteu em 2007, em um recorde de área derretida. A calota diminuiu 22% em relação ao recorde anterior, de 2005.

O degelo abriu um canal que liga o Oceano Pacífico ao Oceano Atlântico, possibilitando até a passagem de navios. Uma outra animação dá a dimensão do problema. Um mapa mostra a variação do degelo nos meses mais quentes, entre 1979 e 2006. Muito menor, se comparada ao verão de 2007.

Fonte - G1

Nota DDP: O vídeo da matéria transmitida pelo Jornal Nacional, pode ser visto no YouTube.