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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O brócolis apresenta inúmeros benefícios para a saúde. Possuindo vários compostos ativos como isotiocianatos, os flavonóides e os carotenóides o brócolis age principalmente contra o envelhecimento.

Em pesquisas realizadas, foi constatado o sulforafano, a substância é capaz de conter o crescimento de tumores em geral, diminuindo o risco de câncer. Essa substância poderosa protege também os vasos sanguíneos dos maus efeitos provocados pelo excesso de açúcar, para quem é diabético o brócolis não pode faltar na refeição.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sete refrigerantes têm substância cancerígena

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor – verificou que sete têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação de um conservante, o benzoato de sódio, com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro. Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. “Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância”, diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer – há organismos mais e menos suscetíveis. “Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir”, diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EUA são os maiores compradores legais de coca no mundo

Policiais em operação de erradicação de cultivos de coca na Bolívia
Lei internacional exige erradicação da produção de coca
As restrições à coca impostas pelas convenções internacionais não impedem a existência de um comércio internacional legal do produto, no qual os Estados Unidos são os principais compradores.

De acordo com dados das Nações Unidas, que fiscalizam esse comércio legal, os Estados Unidos devem importar em 2006 cerca de 120 toneladas de folhas de coca, ou 98,8% de todas as folhas de coca que devem ser comercializadas legalmente no mercado internacional neste ano.

Esta demanda americana pelas folhas de coca é alimentada pelo uso da planta como base para a fabricação de um aromatizante utilizado na preparação da Coca-Cola. O aromatizante é obtido após a retirada do alcalóide cocaína, para garantir que o produto final não tenha nenhum traço da droga.

A utilização da coca como base para aromatizantes é permitida graças à existência de um artigo específico na Convenção Única das Nações Unidas sobre Narcóticos, de 1961, que diz que o uso de folhas de coca deve ser permitido “para a preparação de agente aromatizante, que não deve conter nenhum alcalóide” e que “na medida necessária para tal uso” deve ser permitida a “produção, importação, exportação, comércio e posse de tais folhas”.

A mesma convenção reconhecia em outro artigo o uso tradicional da coca, mas estabelecia um prazo de 25 anos para que o hábito de mascar as folhas fosse abolido.

A proibição ao comércio internacional de coca abrange, por exemplo, os chás industrializados à base da folha, largamente consumidos nos países andinos.

Reclamação

Cultivo de coca no Peru
Peru e Bolívia podem exportar pequenas quantidades de coca
Em entrevista à BBC logo após sua eleição à Presidência da Bolívia, no mês passado, Evo Morales reclamou da limitação imposta pela convenção aos países andinos.

“A coca é legal na Bolívia. Quem diz que é ilegal? Estou falando da comunidade internacional, e repito, não é possível que a coca seja legal para a Coca-Cola e ilegal para a comunidade andina. É preciso revalorizar a folha”, disse Morales.

Segundo dados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, existem hoje três empresas no país autorizadas a importar folhas de coca. Uma delas, Stepan Chemical, é responsável desde 1903 pela fabricação, para a Coca-Cola, de um aromatizante incluído na fórmula do refrigerante.

A cocaína retirada das folhas pela empresa durante o processo de fabricação do aromatizante é vendida em parte para pesquisas ou usos médicos. Outra parte acaba destruída.

Dados do comércio

Os últimos dados disponíveis sobre o comércio efetivo de coca indicam que os Estados Unidos importaram 114,2 toneladas de coca em 2002, ou 99,1% de toda a coca comercializada legalmente naquele ano. Além dos Estados Unidos, apenas a Itália comprou coca legalmente em 2002 – apenas uma tonelada.

Em 2001, os Estados Unidos haviam comprado 175,3 toneladas do produto – 99,7% do total comercializado internacionalmente. Naquele ano somente a Holanda também importou folhas de coca legalmente – 500 quilos.

O Peru e a Bolívia são os únicos países com permissão para exportar legalmente folhas de coca, mas desde 2000 somente o Peru vende internacionalmente o produto, de acordo com os dados da ONU.

A exportação legal existente hoje representa, porém, uma parcela muito pequena da produção de coca nos países andinos. Segundo um relatório do Escritório das Nações Unidas contra Droga e Crime, a produção potencial de coca na Bolívia em 2004 era de 25 mil toneladas de folhas, enquanto o Peru poderia produzir até 70 mil toneladas.

A Colômbia, maior produtor mundial de coca, mas cujos cultivos são ilegais em sua totalidade, tinha uma produção potencial de 149 mil toneladas de folhas em 2004.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Existe falta de B12 para Vegetarianos?

O livro Nutrição orientada, e os remédios da natureza, aborda um assunto muito interessante: a vitamina B12. Muitos pessoas questionam se é preciso tomar suplimentos e se os vegetarianos sofrem com a falta dessa vitamina. Segue alguns trechos do livro que tiram muitas de nossas dúvidas.

"O argumento mais insistente em favor do uso da carne é o de que sem carne o organismo não consegue suficiente vitamina B12, cuja ausência causa enfermidade. Mas não se toma em consideração aí que mesmo os carnívoros podem não aproveitar essa vitamina devido a ausência do ácido fólico, encontrado em pequeníssima quantidade em poucas carnes e nenhuma em outras. Especialmente destituídos dele são as carnes de porco, todos os peixes de couro e os mariscos de toda espécie."

"Doutro lado, o ácido fólico, tão importante para se combinar com a vitamina B12, encontra-se em todas as verduras escuras, nas hortaliças em geral, nas oleaginosas, nos cereais integrais e nas frutas; e isto em porções nunca vistas na carne."

"Mas não termina aí o assunto. O aproveitamento da vitamina B12, além do ácido fólico, se beneficia da metionina, um precioso elemento das proteínas, porém muito pobre em todas as carnes."

"Não há nenhum alimento em que ela esteja melhor representada do que na castanha-do-pará e levedura de cerveja, e depois em todas as novezes e nos cereais integrais. Tenha-se presente que a B12 é um produto de manipulação no organismo. Se a este fornecemos os elementos acima referidos e evitamos as destruições causadas pelas fermentações e consequentes putrefações, os intestinos fabricarão toda B12 de que necessitamos para nossa despesa."

"Assim, não há razão de colocar a carne como prioritária na consecução da vitamina B12 visto como esta pode ser conseguida por transformação através de outros elementos, pobres na carne.
Em outras palavras, o vegetariano bem informado, que coma abundância de frutas, nozes, cereais integrais e hortaliças em estado natural, e não descuide de sua quota de proteínas completas de fonte vegetal, não precisa preocupar-se com o problema da B12."

"Demais, temos sempre recomendado que a mudança do regime seja gradual: Do cárneo para ovo-lacto-vegetariano, e mais tarde para o lacto-vegetariano, antes de passar estritamente para o vegetariano. Não porque seja impossível a transição completa de uma vez; mas porque o regime vegetariano exige conhecimento e certa adaptação, e, sobretudo, providências para a aquisição de todos os alimentos novos que vão fazer parte do novo regime. Este tem sido o maior problema do vegetariano: Encontrar os alimentos ricos para substituírem a carne."

"Entretanto, dizer que a carne é indispensável, é estar mal informado. Conheço pessoas que nunca comeram carne e não gostam de leite, e estão vivas até hoje. Tenho um amigo que conheço desde os 12 anos de idade, hoje, médico aposentado; ele nunca provou a carne nem ao menos para saber o gosto. E aos 70 anos de idade ainda tem as faces tão rosadas como quando o conheci em criança; e nunca ficou doente!"

Livro: Nutrição orientada, e os remédios da natureza.
Autor: Durval Stockler de Lima

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010


O Preço da carne

Nunca pensei que fosse tão difícil fazer essa revelação à nossa filhinha mais velha, na época com pouco mais de dois anos. Quando minha esposa estudava a Lição da Escola Sabatina com nossa pequena, e lhe disse que há pessoas que comem peixes, ela arregalou os olhinhos e disse, indignada: "Não, não comem, não." Para ela, os animais são nossos amigos, não alimento. Fiquei pensativo sobre isso. Sobre nossa postura - como adventistas, criacionistas e mordomos de Deus - diante dos animais. Lembrei-me, então, de um artigo que havia lido numa edição da revista Superinteressante, e que forneceu o título para esta reflexão. No texto, o jornalista Dagomir Marquezi fala sobre crueldades perpetradas contra animais. Ele menciona os famosos "mercados de vida selvagem" asiáticos. Lá, animais das mais variadas espécies dividem gaiolas apertadas e sem água nem comida - um "festival de sangue, urina e fezes", nas palavras de Marquezi. Segundo ele, as imagens mais chocantes registram o que esses mercados fazem aos cães, que lá são tidos como finas iguarias. Os cozinheiros desses mercados acreditam que a adrenalina no sangue dos cães amacia a carne. Quanto mais sofrimento, mais apetitoso o prato. "Em nome da carne macia, a palavra de ordem é torturar os cães até a morte", diz o jornalista. Ele relata três incidentes macabros: o de um pastor alemão sendo enforcado na viga de uma cozinha; o de um vira-latas com as patas dianteiras amarradas para trás do corpo; e o de um cão magrinho, que foi mergulhado em água fervendo ainda vivo. Quem deu esse direito ao ser humano? Que espécie de criatura é essa que é capaz de jogar uma lagosta viva na água fervente? Que come um peixe fatiado ainda vivo no seu prato, num restaurante japonês? Que direito temos de prender bezerros em lugares escuros, sofrendo de anemia induzida e imobilizados por toda a sua curta vida, a fim de fornecer a vitela? É justo manter galinhas espremidas numa gaiola do tamanho delas, sendo obrigadas a comer o tempo todo, com seus bicos cortados, e sem dormir? Será que nosso paladar é tão importante assim? Como se não bastassem as crueldades contra nossos companheiros de planeta, há também o aspecto da saúde humana. Ellen White disse que chegaria o momento em que teríamos que abandonar a dieta cárnea (Conselhos Sobre Saúde, p. 450). Fico pensando se esse tempo já não chegou. A Sars nasceu no chão imundo dos mercados chineses. A doença da vaca louca apareceu quando o gado foi obrigado a se canibalizar. Vírus mutantes saltam do sangue de aves para o dos seres humanos sem defesas naturais. Nada menos que 60 por cento das doenças humanas surgidas nos últimos 20 anos têm origem no manejo inapropriado de animais. Para tentar controlar essas doenças, comete-se mais atrocidades: enterram-se milhões de aves vivas e afogam-se gatos selvagens em piscinas de desinfetante, por exemplo. "Provocamos o desastre e massacramos as vítimas", diz Marquezi. "Temos um caminho inteligente" - continua ele: - "racionalizar, humanizar e diminuir cada vez mais o consumo de animais. Ou podemos continuar o banho de sangue. Aí, todos nós pagaremos o preço." Estas são palavras de alguém sem motivação religiosa! E nós, que postura devemos adotar? Na verdade, conselhos sobre esse tema já nos foram dados abundante e equilibradamente há um século, pela serva do Senhor. Senão vejamos: "O uso comum de carne de animais mortos tem tido influência deteriorante sobre a moral, bem como na constituição física. A má saúde, em uma variedade de formas, caso fosse rastreada até à causa, mostraria o seguro resultado da alimentação cárnea" (Manuscrito 22, 1887). "A alimentação cárnea é prejudicial ao bem-estar físico e devemos aprender a passar sem ela. Os que estão em condições de seguir o regime vegetariano, mas atêm-se às suas preferências, comendo e bebendo o que lhes apraz, a pouco e pouco se tornarão descuidosos das instruções que o Senhor lhes deu no tocante às outras verdades" (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 403). "Os que têm sido instruídos com relação aos efeitos prejudiciais do uso da alimentação cárnea, do chá e do café, bem como de comidas muito condimentadas, e que estão resolvidos a fazer com Deus um concerto com sacrifício, não hão de continuar a satisfazer o seu apetite com alimentos que sabem ser prejudiciais à saúde" (Ibidem, p. 36). Embora Ellen White afirme que não se deva fazer da alimentação cárnea uma prova de comunhão (Conselhos Sobre o Regime Alimentar, p. 130), cabe aos líderes e aos "que estão em condições de seguir o regime vegetariano" dar exemplo nesse sentido, sendo uma influência positiva diante do povo. E já que o regime ovo-lacto-vegetariano é, por enquanto, o mais recomendável, também podemos tomar atitudes como comprar apenas ovos caipiras, produzidos por galinhas criadas soltas, comendo o que querem com seus bicos inteiros. Quando Deus nos ordenou dominar sobre os animais (Gn 1:28), colocou sobre nós uma grande responsabilidade, que deve ser exercida com sabedoria e benevolência. De minha parte, tentarei explicar para minhas filhinhas que uma vez, há muito tempo, Deus autorizou Noé e sua família a comerem animais limpos, numa situação emergencial. Infelizmente, os homens gostaram do que experimentaram e não pararam mais de matar para comer. Mas logo isso vai acabar.

Michelson Borges

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Ativistas pedem que população se torne vegetariana para conter nova gripe

Manifestantes acreditam que prática traria resistência ao vírus.
Protesto ocorreu em Manila, capital das Filipinas.

Foto: AFP

Grupo de proteção aos animais se veste com roupas para lidar com materiais perigosos para protestar contra práticas insalubres em fazendas e pedir à população que se torne vegetariana. Para os manifestantes de Manila, nas Filipinas, um novo estilo de vida traria mais resistência contra a gripe A (H1N1). Número de doentes ultrapassou os 10 mil, segundo a organização Mundial de Saúde. (Foto: AFP)

Leia também: OMS registra mais de 11 mil casos da doença

Leia mais notícias sobre a nova gripe

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sistema imunológico funciona melhor durante o sono

Um estudo apresentado neste mês no Encontro Anual da American Society for Cell Biology indica que a melhor forma de manter a saúde é dormir bem. De acordo com pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, o sistema imunológico, responsável pela defesa do organismo, funciona melhor durante a noite, matando bactérias. Testes com moscas revelaram que aquelas infectadas por bactérias perdiam seu ritmo circadiano saudável, que mantêm o corpo humano em um ciclo saudável de alimentação e sono. Os resultados indicaram que, quando as moscas eram infectadas à noite, tinham maiores chances de sobrevivência do que quando eram infectadas durante o dia.

"As proteínas circadianas regulam as funções restauradoras, como respostas específicas do sistema imunológico, durante o sono, quando os animais não estão engajados em atividades metabolicamente dispendiosas", explicaram os autores.

Os cientistas observaram também, em alguns desses insetos com relógio circadiano mutante, uma baixa atividade fagocítica – processo que "limpa" as infecções bacterianas e alguns cânceres e distúrbios neurodegenerativos. E a atividade desse fator do sistema imunológico seria mais intensa nos períodos de descanso, indicando a importância do sono para a saúde geral.

(American Society for Cell Biology's 48th Annual Meeting. 13 de dezembro de 2008)